Conversações para encerrar crise na Tailândia permanecem inconclusivas

Facções rivais políticas na Tailândia não chegaram a um acordo, nesta quarta-feira, para interromper seus protestos, durante negociações que buscavam encerrar confrontos um dia após o Exército ter declarado lei marcial, disse um ativista pró-governo.

PANARAT THE, Reuters

21 Maio 2014 | 09h57

Embora os militares tenham negado que a intervenção de terça-feira seja um golpe de Estado, o chefe do Exército, Prayuth Chan-ocha, pareceu definir a agenda ao forçar as negociações entre grupos e organizações com um papel central na crise.

Questões levantadas durante a reunião incluíram como reformar o sistema político - uma demanda feita por manifestantes antigoverno - e como terminar as manifestações que resultaram em episódios de violência, prejudicaram os negócios e assustaram turistas.

“Quando se perguntou se cada grupo poderia parar de protestar, não houve comprometimento de nenhum lado”, disse Thida Thawornseth, líder do grupo político pró-governo, à Reuters. “Não houve uma conclusão clara.”

Puchong Nutrawong, secretário-geral da Comissão Eleitoral, que também participou das conversas, disse que todos os lados vão se encontrar novamente na quinta-feira.

A Tailândia está dividida há quase 10 anos pela rivalidade entre o ex-primeiro-ministro populista Thaksin Shinawatra e segmentos de apoio à realeza.

(Reportagem adicional de Pracha Hariraksapitak)

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