Conversas com Irã devem incluir questão nuclear, diz Hillary

Secretária de Estado americana afirma que tema não pode ser ignorado em reunião marcada para outubro.

BBC Brasil, BBC

16 de setembro de 2009 | 01h42

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, disse nesta terça-feira que o Irã deve se preparar para responder a questionamentos diretos sobre seu programa nuclear nas conversas que manterá no dia 1º de outubro com os Estados Unidos e outros países.

Clinton disse que a questão nuclear não pode ser ignorada e é o principal motivo pelo qual os Estados Unidos aceitaram participar da reunião.

"Nós deixamos claro para os iranianos que qualquer diálogo do qual participarmos deve abordar a questão nuclear diretamente", disse Clinton.

No domingo, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, havia dito que o Irã está disposto a discutir temas globais com as potências mundiais, mas que o seu programa nuclear não é negociável.

Pressão

Os Estados Unidos e outros países pressionam o Irã a interromper seu programa de enriquecimento de urânio, por temor de que o país busque secretamente desenvolver armas nucleares. O governo iraniano, no entanto, nega as alegações e afirma que seu programa nuclear tem fins pacíficos e o objetivo de produzir energia.

A secretária americana afirmou que o encontro deverá mostrar ao Irã quais são suas opções e revelar se o governo iraniano está ou não preparado para um comprometimento em relação a seu programa nuclear.

A reunião com o governo iraniano, ainda sem local definido, terá a participação de representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - Grã-Bretanha, China, França, Rússia e Estados Unidos - e da Alemanha.

Esse grupo de países vem oferecendo incentivos diplomáticos ao Irã em troca da suspensão do programa de enriquecimento de urânio. Até agora, porém, Teerã tem defendido seu direito de manter o programa.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.