Convite norueguês ao Hamas provoca reação de embaixada israelense

A embaixadora de Israel na Noruega, Miryam Shomrat, avisou nesta terça-feira que seu país "não vai compreender" um possível encontro entre representantes noruegueses e parlamentares do Movimento de Resistência Islâmico (Hamas), em Oslo, dia 15 de maio, por iniciativa de uma organização norueguesa."Israel não vai compreender que representantes noruegueses se reúnam com parlamentares do Hamas neste momento", disse Shomrat à rede de televisão TV2. A declaração foi um comentário sobre a visita ao país do porta-voz do Hamas, Salah Al Bardawil, e de Mohammed El-Rantissi, irmão do falecido dirigente do grupo Abdel Aziz Rantissi.A organização norueguesa "Comitê da Palestina" convidou os dois a visitar o país onde foram assinados os acordos de Oslo, para "mostrar sua solidariedade ao povo palestino e à eleição democrática do Hamas", segundo um comunicado.O Hamas ainda não solicitou um encontro oficial com autoridades norueguesas, disse Frode Overland, porta-voz do Ministério de Relações Exteriores.Overland admitiu, no entanto, que se os representantes do Hamas pedirem haverá uma reunião de "funcionários do Ministério" ."O diálogo é a melhor forma de explicar que não aceitamos ações terroristas contra objetivos civis", disse nesta terça-feira o ministro de Desenvolvimento norueguês, Erik Solheim, numa entrevista à rede pública NRK.Ele acrescentou que o objetivo da reunião será tentar convencer o Hamas a mudar de opinião em relação ao uso da violência e ao reconhecimento de Israel como Estado.O primeiro-ministro Jens Stoltenberg disse que a Noruega "exigirá que o Hamas se afaste da violência e reconheça os acordos internacionais" assinados pela Autoridade Palestina, segundo a NRK.O ministro de Relações Exteriores, Jonas Gahr Store, havia anunciado que a Noruega congelaria a ajuda financeira à Autoridade Palestina. Solheim, porém, negou que esta seja a posição do governo.

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