JEFF PACHOUD/AFP
JEFF PACHOUD/AFP

Copiloto foi tratado por 'tendências suicidas' diz promotoria alemã

Andreas Lubitz recebeu psicoterapia 'durante anos' antes do obter licença para pilotar, apontam documentos encontrados em sua casa

O Estado de S. Paulo

30 Março 2015 | 11h13

BERLIM - O copiloto do voo 4U9525 da Germanwings, Andreas Lubitz, que teria derrubado o Airbus A320 de forma proposital nos Alpes franceses, recebeu tratamento por tendências suicidas há alguns anos, afirmou nesta segunda-feira, 30, a promotoria alemã.

De acordo com os promotores de Dusseldorf, Lubitz, de 27 anos, recebeu psicoterapia "com uma nota sobre tendências suicidas" por vários anos antes de se tornar um piloto.

"No período seguinte, e até recentemente, ocorreram outras visitas a um médico, resultando em notas sobre o doente sem quaisquer tendências suicidas ou o registro de agressões contra os outros, declarou, em nota, o porta-voz da procuradoria Ralf Herrenbrueck.

Com base nos dados do gravador de voz da cabine do avião, as autoridades acreditam que Lubitz trancou o comandante para fora do cockpit e ignorou os apelos para que a porta fosse aberta antes de programar o avião para chocar-se contra as montanhas.

Os promotores disseram, porém, que ainda não têm indícios do que pode ter motivado Lubitz a derrubar o avião, que seguia de Barcelona para Dusseldorf, com outras 149 pessoas a bordo.

Questionado sobre informações de um possível problema de visão de Lubitz, informação que alguns veículos de imprensa destacaram no fim de semana, Christoph Kumpa, outro porta-voz da promotoria, disse que não há nenhum documento que comprove essa deficiência do copiloto. / AP


Mais conteúdo sobre:
Andreas Lubitz Germanwings

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.