Tom Nicholson / Reuters
Tom Nicholson / Reuters

Corbyn indica renúncia à liderança do Partido Trabalhista britânico

Principal rival de Boris Johnson diz que ficou ‘muito decepcionado’ com o resultado das eleições, o pior para a legenda desde 1935

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de dezembro de 2019 | 08h48
Atualizado 13 de dezembro de 2019 | 14h41

LONDRES - O líder do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, disse que ficou “muito decepcionado” com o resultado das eleições britânicas - as quais o premiê Boris Johnson venceu com ampla maioria - e anunciou que não liderará a formação esquerdista nas próximas eleições. Contudo, ele não definiu uma data para a saída.

Com os resultados apurados de todos menos 1 dos 650 assentos parlamentares em disputa na votação, o Partido Conservador, do primeiro-ministro Boris Johnson, conquistou 364 assentos - seu melhor resultado desde o triunfo de Margaret Thatcher em 1987.

Principal legenda de oposição, o Partido Trabalhista, liderado por Corbyn desde 2015, ficou com apenas 203 cadeiras, o pior resultado da legenda desde 1935.

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“Esta é obviamente uma noite muito decepcionante para o Partido Trabalhista com o resultado que obtivemos”, disse ele em um discurso. “Eu não liderarei o partido em nenhuma futura campanha eleitoral.”

Após o anúncio de sua reeleição como deputado pela circunscrição de Islington Norte, em Londres, Corbyn afirmou que seu partido empreenderá "uma reflexão sobre o resultado destas eleições", nas quais perdeu dezenas de assentos no Parlamento. 

“O Brexit polarizou e dividiu este país e passou por cima do debate político normal”, afirmou o líder trabalhista.

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Críticos disseram que a perda de apoio aos trabalhistas em tradicionais bastiões do partido foi resultado de um equívoco de Corbyn sobre o Brexit, e ressaltaram que muitos eleitores citaram antipatia pessoal pelo líder em diversos pontos do país.

Com a divulgação das pesquisas de boca de urna, alguns deputados já pediam a renúncia de Corbyn. “Perdi, já não sou deputada, isto é um desastre. Jeremy Corbyn deveria renunciar agora”, disse Ruth Smeeth, após perder sua cadeira no Parlamento. / AFP, REUTERS e EFE

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