Coreanos realizam reunião de famílias separadas por guerra

É o primeiro encontro organizado entre a Coreia do Norte e a do Sul desde setembro de 2009

Efe

30 de outubro de 2010 | 05h15

SEUL - Mais de 400 sul-coreanos viajaram neste sábado, 30, até Kumgang, na Coreia do Norte, para se reunir durante três dias com familiares dos quais foram separados há seis décadas pela guerra que dividiu a península coreana (1950-1953), informou a agência local Yonhap.

O encontro de famílias separadas pelo conflito é o primeiro que as duas Coreias organizam desde setembro de 2009, em um gesto de aproximação que, no entanto, foi manchado pela troca de tiros que aconteceu na sexta-feira na fronteira entre as Coreias.

Militares da Coreia do Norte efetuaram dois disparos contra guardas do Sul, que responderam imediatamente com três tiros, em um incidente que será investigado pelo Comando da ONU que supervisiona o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia.

Apesar da elevação da tensão na fronteira, o fato não provocou mudanças na agenda dos encontros de famílias, dos quais participam coreanos de entre 70 e 96 anos para se reunir com irmãos, filhos, sobrinhos ou primos que não veem há vários anos.

Os reencontros acontecem no centro turístico do monte Kumgang, que acolheu estas reuniões desde que começaram a ser realizadas, no ano 2000, após a histórica cúpula em Pyongyang entre o então presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, e o líder norte-coreano, Kim Jong-il.

Durante esta década houve 17 reuniões, que permitiram o reencontro de cerca de 20 mil coreanos dos dois lados da fronteira, geralmente idosos.

Entretanto, ainda há cerca de 40 mil sul-coreanos que esperam a oportunidade de reencontro com os familiares que ficaram no norte após a diviso da península, segundo dados da Yonhap.

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