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Coreia do Norte abandona negociações sobre programa nuclear

Após Hillary pressionar pela desnuclearização do país, Pyongyang diz que EUA devem abandonar postura hostil

Efe,

23 de julho de 2009 | 09h18

A Coreia do Norte anunciou nesta quinta-feira, 23, que não haverá mas negociações de seis lados sobre seu programa nuclear até que os Estados Unidos renunciem a sua postura "hostil". A posição foi confirmada em entrevista coletiva concedida por Ri Hong-sik, diretor-geral do departamento de organizações internacionais do Ministério de Assuntos Exteriores norte-coreano, no fórum asiático de segurança, realizado na cidade tailandesa de Phuket.

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Ri fechou a porta para  as ofertas da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ao explicar que são as mesmas até agora e insuficientes para fazer a Coreia do Norte retornar à mesa de negociações.

Na quarta-feira, os EUA e seus quatro parceiros nas conversas de seis lados com Coreia do Norte - China, Japão, Coreia do Sul e Rússia - definiram que a única opção de Pyongyang é a "desnuclearização irreversível e completa".

Os cinco países também pediram em conjunto para que a comunidade internacional adote uma postura firme e dura com o objetivo de conseguir que o regime norte-coreano abandone seu programa de armas atômicas.

Caso haja essa mudança de política, uma equipe de especialistas  certificará o desmonte das instalações - entre elas o reator Yongbyon - e a entrega de todas as suas reservas de plutônio. Se os norte-coreanos atenderem a essas condições de maneira transparente, Pyongyang receberia em troca uma série de incentivos, afirmou Hillary.

Em abril, a Coreia do Norte abandonou as negociações para sua desnuclearização em forma de protesto pela condenação do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra o lançamento de um foguete de longo alcance, o qual teria servido para esconder o teste de um míssil.

Um mês depois, o governo norte-coreano realizou seu segundo teste nuclear e novos experimentos com mísseis de curto alcance em direção ao Mar do Japão, o que levou a novas e mais firmes sanções por parte do Conselho de Segurança. 

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