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Coréia do Norte acusa cargueiro russo de violar fronteira

25 tripulantes estão detidos; embarcação fugia do mau tempo quando entrou em águas territoriais do país

EFE

24 de fevereiro de 2008 | 09h57

O cargueiro russo "Lidiya Demesh", detido por autoridades costeiras da Coréia do Norte, foi acusado de violação de fronteira, declarou neste domingo, 24, um diplomata russo destacado em Pyongyang, citando a agência oficial "RIA Novosti". O funcionário da embaixada russa na capital norte-coreana afirmou que os 25 tripulantes do cargueiro estão a bordo do navio, detido no sábado, 23, pela guarda costeira da Coréia do Norte."Toda a tripulação está bem. O cônsul-geral está em contato com eles", disse o diplomata, que expressou seu convencimento de que o "'Lidiya Demesh' será liberado muito em breve e sem nenhuma condição".  O centro de resgate marítimo de Vladivostok, cidade portuária no extremo leste da Rússia, admitiu que o cargueiro recebeu autorização para entrar em águas territoriais norte-coreanas para escapar do mau tempo. Segundo as normas internacionais, a entrada de uma embarcação de um país em águas territoriais de outra nação para fugir do mau tempo não é considerada infração, disse o capitão de guarda do centro, Vladimir Yeroshkin, à agência "Itar-Tass". Em caso de tempestade, disse Yeroshkin, centenas de pequenos pesqueiros japoneses se refugiam junto às ilhas Curilas, assim como embarcações buscam proteção no litoral japonês. O capitão acrescentou que a prática comum é a de que os capitães das embarcações informem às autoridades litorâneas do país em cujas águas territoriais vão entrar. No caso da Coréia do Norte, o problema é que ninguém sabe a quem deve ser enviada a comunicação pertinente. O "Lidiya Demesh", com 25 tripulantes a bordo e carregado de automóveis, tinha como destino o porto de Vladivostok. Um incidente parecido aconteceu em 2005, quando o cargueiro russo "Ternei" foi retido durante 15 dias por entrar sem permissão em águas territoriais norte-coreanas.

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