Coreia do Norte acusa Seul de levar região 'à beira da guerra'

Corte de ajuda humanitária e 'provocações militares' elevam tensão na Península, diz Pyongyang

Reuters

24 de novembro de 2010 | 07h17

SEUL - A Coreia do Norte afirmou nesta quarta-feira, 24, que o governo sul-coreano está piorando as relações na península coreana com "inconsequentes provocações militares" e também por adiar o envio de ajuda humanitária aos norte-coreanos.

 

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A agência oficial de notícias do Norte, a KCNA, disse que a Coreia do Sul está "arruinando o processo de melhoria das relações intercoreanas, bloqueando as conversações mediadas pela Cruz Vermelha e conduzindo a situação para a iminência de uma guerra, ao seguir uma política de confronto com a DPRK (Coreia do Norte)".

 

As tensões entre Coreia do Sul e Coreia do Norte se acirraram novamente nesta terça-feira, quando os militares dos dois países trocaram tiros na região da fronteira marítima.

 

Disparos de artilharia norte-coreanos atingiram a ilha de Yeonpyeong, da Coreia do Sul, no Mar Amarelo, e deixaram ao menos dois soldados e dosi civis mortos e dezenas de feridos. Seul respondeu com mais disparos, mas Pyongyang acusa os sul-coreanos de terem iniciado o conflito.

 

A ação levou vários países ocidentais aliados à Coreia do Sul a condenar a ação norte-coreana. Os EUA, o principal dos parceiros, já anunciaram que realizarão exercícios militares na região da fronteira no próximo domingo em retaliação ao ataque.

 

Os dois países se encontram tecnicamente em conflito desde que a Guerra da Coreia (1950-1953) foi encerrada pelo armistício em vez de um tratado de paz. Desde então, o acirramento das tensões entre as duas nações asiáticas é frequente.

 

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Um dos episódios mais recentes dos atritos entre os países foi o afundamento do navio sul-coreano Cheonan. Seul acusa Pyongyang de estar por trás do ataque, que matou 46 marinheiros. A Coreia do Norte, que está sob pressão pelas suspeitas de estar ampliando seu programa nuclear, nega.

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