Coréia do Norte admite uso de plutônio para fins bélicos

A Coréia do Norte anunciou que está usando plutônio extraído de 8.000 barras de combustível nuclear processado para fabricar armas atômicas, uma iniciativa que pode aumentar dramaticamente a tensão na Península Coreana e fortalecer a posição de Pyongyang em negociações com os Estados Unidos. O anúncio ocorre no momento em que analistas de inteligência dos EUA se mostram cada vez mais preocupados com a possibilidade de que o regime comunista já tenha até seis bombas atômicas, ao invés das duas - no máximo - que a CIA estima.Novas bombas atômicas podem também significar que a Coréia do Norte queira descartar um artefato, num teste, ou vendendo-o. Uma autoridade norte-coreana, entretanto, disse a repórteres em Nova York que seu governo não irá exportar armas nucleares. A Coréia do Norte já havia afirmado anteriormente que havia completado o reprocessamento das 8.000 barras, mas o comunicado de hoje esclarece pela primeira vez que o país usa o plutônio obtido para construir bombas. Autoridades dos EUA e da Coréia do Sul têm se mostrado céticos em relação às garantias de que as barras foram reprocessadas. Hoje, entretanto, uma alta autoridade de Seul, que pediu para não ser identificada, disse que a Coréia do Sul estava investigando o último comunicado, "enquanto mantém todas as possibilidades em aberto". Em Washington, o porta-voz da Casa Branca, Scott McClellan, afirmou que os EUA não podiam confirmar a afirmação da Coréia do Norte, e lembrou que "eles já fizeram essa declaração anteriormente". "Não existe uso legítimo para o plutônio produzido nesses procedimentos", disse McClellan.

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