Coréia do Norte adverte estar pronta para guerra nuclear

A Coréia do Norte advertiu estar pronta para uma guerra moderna, inclusive com armas nucleares, para se defender da atual "pressão imperialista" e dos que não respeitam "a dignidade e soberania do país". Em comunicado distribuído hoje pela embaixada norte-coreana em Pequim, o governo de Pyongyang avisa estar preparado para "castigar sem piedade os imperialistas que já sitiaram o país". "A Coréia do Norte desenvolveu com independência, durante várias décadas, a sua tecnologia nuclear. Desativou os seus reatores nucleares há dez anos, depois de assinar um acordo com os Estados Unidos. Agora Washington está gerando desconfiança. Podemos ativar os reatores nucleares em segundos", refere o texto. O documento distribuído em Pequim diz que "os Estados Unidos e seus aliados planejaram um golpe contra a Coréia do Norte, que esconde objetivos políticos sinistros". "O comandante Kim Jong Il (filho do grande líder Kim Il Sung) deu prioridade ao desenvolvimento das Forças Armadas, formando um poderoso exército, invencível e dotado de princípios ideológicos invulneráveis", sublinha o documento intitulado "Boletim da Coréia", que tem 16 páginas. O boletim salienta que "o Exército foi treinado por Kim Jong Il para amar o povo e estar disposto a dar a sua vida pela nação". A advertência de Pyongyang coincide com uma informação de última hora da cadeia de televisão norte-americana CNN, na qual se denuncia a ativação de uma central nuclear que pode produzir plutônio para a fabricação de armas nucleares. A CNN, que cita peritos que qualificam esse movimento de "muito preocupante", insiste reiteradamente nos quatro problemas mais graves do momento: a ameaça do Iraque (armas de destruição em massa), a Coréia do Norte (programa nuclear), o perigo crescente do terrorismo internacional e o conflito entre israelenses e palestinos. A Coréia do Norte continua a manter fortes laços com a China - possivelmente o único país do mundo que apóia o regime de Pyongyang -, embora o apoio de Pequim diminua à medida que se ampliam os laços com a Coréia do Sul. Esta posição ficou clara quando o presidente chinês, Jiang Zemin, e o presidente russo, Vladimir Putin, se comprometeram em novembro a colaborar para interromper os programas nucleares da Coréia do Norte, país que Washington considera estar sendo governado por "um líder raro e imprevisível".

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