Coréia do Norte afirma que reconstruirá seu reator nuclear

Retomada acontece após EUA se negar a tirar o país da lista de nações terroristas

Efe,

19 de setembro de 2008 | 02h31

A Coréia do Norte está se preparando para reconstruir seu reator nuclear de Yongbyon diante da paralisação das negociações de seis lados sobre sua desnuclearização, segundo assegurou nesta sexta-feira, 19, um representante oficial norte-coreano citado pela agência de notícias Yonhap. "Em breve vão saber", disse aos jornalistas Hyon Hak-bong, representante norte-coreano nas conversas sobre energia com a Coréia do Sul que nesta sexta foram iniciadas na região de fronteira entre ambos os países. "Estamos preparando a reconstrução do reator de Yongbyon", afirmou Hyon em declarações recolhidas pela Yonhap na localidade de Panmunjeom, na fronteira entre as duas Coréias. Além disso, o representante norte-coreano qualificou como "um sofisma de gente ruim" as especulações sobre o suposto mal estado de saúde do líder norte-coreano, Kim Jong-il, que não é visto em público desde o dia 14 de agosto. A Coréia do Norte anunciou a interrupção de seu processo de desnuclearização no dia 26 de agosto, após os Estados Unidos não terem retirado o país comunista de sua lista de estados que patrocinam o terrorismo. Os trabalhos de desativação de Yongbyon, que pode produzir plutônio para armas nucleares, foram portanto interrompidos. Washington exigia que Pyongyang aceitasse a verificação do processo de desnuclearização antes de retirar a Coréia do Norte da lista de países terroristas. O regime comunista considera que já deu passos significativos como a entrega de seu inventário nuclear, que os EUA consideram incompleto, e a demolição televisada da torre de refrigeração da central de Yongbyon. Argumenta também que o acordo assinado em 3 de outubro de 2007 com os membros do diálogo de seis lados não menciona que a verificação seja um passo imprescindível. A reconstrução de Yongbyon representaria um grande contratempo para o processo de desnuclearização pactuado pelas duas Coréias, China, Rússia, Japão e Estados Unidos, os negociadores de seis lados.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.