Agência de Notícias Central Norte-coreana / KCNA
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Coreia do Norte alerta países: não se juntem a ações dos EUA e estarão a salvo

Vice-embaixador disse que país 'não irá colocar armas nucleares na mesa de negociação' até que política hostil e ameaça dos EUA sejam erradicadas

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2017 | 20h01

NAÇÕES UNIDAS - A Coreia do Norte alertou os países nesta segunda-feira, 16, na Organização das Nações Unidas (ONU) para que não se juntem aos Estados Unidos em ações militares contra o regime de Kim Jong-Un e, assim, estarão a salvo de retaliação.

O alerta estava contido em uma cópia do discurso do vice-embaixador da Coreia do Norte na Organização das Nações Unidas, Kim In Ryong, para uma discussão sobre armas nucleares em um comitê da Assembleia Geral da ONU. Ele, no entanto, não leu esta parte em voz alta.

Análise: a Coreia do Norte está à frente dos EUA na guerra de intimidação

“Contanto que não participe das ações militares dos EUA contra a Coreia do Norte, nós não possuímos intenção de usar ou ameaçar usar armas nucleares contra qualquer outro país”, dizia o discurso. 

“O território inteiro dos EUA está dentro de alcance de disparo e caso os EUA ameacem invadir até mesmo um centímetro de nosso território sagrado, não irão escapar de nossa severa punição em qualquer parte do globo”, continuou o comunicado.

Tensões entre os EUA e a Coreia do Norte se agravaram após uma série de testes de armas de Pyongyang e uma sequência de declarações cada vez mais belicosas entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte. 

Coreia do Norte é definitivamente uma potência nuclear

O Conselho de Segurança da ONU aumentou unanimemente sanções sobre a Coreia do Norte por conta de seus programas nuclear e de mísseis desde 2006.

O vice-embaixador norte-coreano da ONU disse ainda ao comitê da Assembleia Geral da ONU: “A não ser que a política hostil e a ameaça nuclear dos EUA sejam completamente erradicadas, nós nunca iremos colocar nossas armas nucleares e foguetes balísticos na mesa de negociação sob qualquer circunstância”. / REUTERS

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