Ahn Young-joon/AP
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Coreia do Norte alerta Seul e EUA contra exercícios militares 'provocativos'

Coreia do Sul respondeu que atividades são 'preparação para uma emergência' e não serão interrompidas

O Estado de S. Paulo,

16 de janeiro de 2014 | 09h42

SEUL - A Coreia do Norte exigiu que a Coreia do Sul e os Estados Unidos suspendam exercícios militares anuais, marcados para fevereiro e março, alegando que representam uma provocação direta - declaração que sugere uma repetição da escalada das tensões ocorrida no ano passado.

Em 2013, a Coreia do Norte prometeu retaliar eventuais hostilidades com ataques aos EUA, à Coreia do Sul e ao Japão. Por causa disso, a península da Coreia registrou a maior mobilização militar das últimas décadas.

"Nós alertamos firmemente as autoridades dos EUA e da Coreia do Sul para que parem os perigosos exercícios militares que podem levar a situação da península e os laços Norte-Sul para uma catástrofe", disse um órgão norte-coreano encarregado de buscar a reunificação da Coreia, segundo a agência estatal de notícias KCNA.

A Coreia do Sul respondeu afirmando que os exercícios serão mantidos. Apesar das ameaças, não houve relatos de atividades militares excepcionais na Coreia do Norte.

"Se a Coreia do Norte realmente se comprometer com a agressão militar com o pretexto do que é um exercício normal que conduzimos como preparação para uma emergência, nossos militares vão puni-los de forma inclemente e decidida", disse Kim Min-seok, porta-voz do ministério sul-coreano da Defesa.

As duas Coreias permanecem tecnicamente em guerra, já que seu conflito de 1950 a 1953 foi encerrado apenas com um armistício, não com um tratado de paz.

A China, aliada da Coreia do Norte, se mostra alarmada com as provocações de ambas as partes e pediu moderação. "Todos os lados têm uma responsabilidade de manter a paz e a estabilidade na península coreana, e isso está de acordo com os interesses de todos os lados", disse Hong Lei, porta-voz da chancelaria, em uma entrevista coletiva diária.

Analistas dizem que, apesar das ameaças, a Coreia do Norte não pode correr o risco de dar início a um confronto armado, já que provavelmente sairia derrotada.

Mas muitos observadores acreditam que o isolado regime comunista norte-coreano poderia novamente disparar um foguete de longo alcance ou testar uma arma nuclear. O país já testou três bombas atômicas, a última delas em fevereiro de 2013.

Outra possibilidade seria um ataque de artilharia contra o território sul-coreano, como ocorreu em 2010, o que poderia motivar uma retaliação de Seul e um conflito mais amplo./ REUTERS

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