Korea News Service via AP
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Coreia do Norte ameaça detonar bomba de hidrogênio no Pacífico

Chanceler norte-coreano diz que ação seria parte de um pacote de respostas de Pyongyang às ameaças de Trump de destruir o país; líder Kim Jong-un prometeu fazer com que americano pague caro por declarações

O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2017 | 00h24
Atualizado 22 Setembro 2017 | 08h09

NOVA YORK, EUA - A Coreia do Norte disse nesta sexta-feira, 22, que pode testar uma bomba de hidrogênio sobre o oceano Pacífico, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu a destruir o país, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, prometeu fazer com que Trump pague caro por suas ameaças.

Kim não especificou qual ação tomaria contra Washington ou Trump, com quem tem trocado insultos nas últimas semanas. Desta vez, o norte-coreano chamou o americano de “perturbado”.

O ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, disse em comentários a uma emissora que Pyongyang considerará o teste de uma bomba de hidrogênio de escala sem precedentes sobre o oceano Pacífico.

Ri, que estava falando com repórteres em Nova York - onde está para participar da Assembleia-Geral da ONU - antes de um pronunciamento planejado para essa semana, também disse que não conhece os pensamentos exatos de Kim. "Poderá ser a mais poderosa detonação de uma bomba H no Pacífico", afirmou o chanceler.

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As declarações seriam parte do pacote de respostas do líder norte-coreano à retórica agressiva de Trump nos últimos dias. Kim Jong-un afirmou, em um comunicado divulgado pela agência de notícias estatal KCNA, que Trump pagará muito caro por seu "excêntrico" discurso na Assembleia-Geral da ONU, no qual ameaçou "destruir totalmente" a Coreia do Norte

Reações

O ministro de Defesa do Japão, Itsunori Onodera, disse que o pronunciamento do chanceler norte-coreano é completamente inaceitável. Segundo ele, o país está preparado para agir e responder à possível ação de Kim Jon-un.

Já o Kremlin se declarou "profundamente preocupado" pela "escalada de tensões" na crise na península coreana. "Moscou está, sem dúvida nenhuma, profundamente preocupado pela escalada de tensões na península coreana, vinculada à troca de declarações bastante grosseiras e cheias de ameaças", afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, que pediu "moderação".

A China pediu moderação nos dois lados. "A situação na península coreana agora é complicada e sensível", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lu Kang, em uma entrevista coletiva em Pequim. "Todas as partes relevantes devem exercer a moderação em vez de se provocarem", destacou. "Acreditamos que somente se as partes encontrarem um meio termo poderão realmente resolver a questão da península coreana e estabelecerem paz e estabilidade." / REUTERS, EFE e AFP

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