YONHAP/EFE
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Coreia do Norte ameaça embaixador dos EUA em Seul

Unidade de propaganda do regime afirmou que Mark Lippert pode sofrer "acidente maior" do que ataque com faca se continuar com "insultos" contra o país

O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2015 | 10h36

SEUL - A unidade de propaganda do regime norte-coreano disse que o embaixador dos Estados Unidos na Coreia do Sul poderia ser alvo de um "incidente maior" do que a facada no rosto sofrida no mês passado se não parar com as acusações insultuosas “risíveis” contra a Coreia do Norte.

O embaixador dos EUA em Seul, Mark Lippert, disse em um discurso na quarta-feira que, se a Coreia do Norte melhorar seu histórico de direitos humanos e adotar medidas para acabar com seu programa nuclear, será recompensada com a prosperidade e melhores relações com o mundo exterior, incluindo os Estados Unidos.


O Comitê do Norte para a Reunificação Pacífica da Coreia disse que as declarações de Lippert eram a prova de que Washington tem um a intenção hostil. 

"Lippert precisa largar o mau hábito de se envolver precipitadamente em maquinações de intrigas, distorcendo a verdade e instigando a guerra, adotando uma posição contra nós", disse o comitê em um comentário publicado na quinta-feira no site da propaganda Uriminzokkiri. "Caso contrário, da próxima vez ele poderá ser alvo de um incidente maior do que ser cortado no rosto por um cidadão sul-coreano."

A Coreia do Norte frequentemente critica os Estados Unidos, o maior aliado da Coreia do Sul, acusando-os de se prepararem para uma invasão iminente. A embaixada dos EUA em Seul não fez nenhum comentário imediato.

Lippert foi cortado no rosto com uma faca caseira por um homem sul-coreano com um histórico de problemas comportamentais, durante um fórum no centro de Seul. O ataque o deixou com uma ferida que exigiu 80 pontos. Ele também sofreu ferimentos no braço.

A polícia sul-coreana indiciou o atacante de Lippert  por tentativa de homicídio. Ele não foi acusado de qualquer crime relacionado com a Coreia do Norte depois de ser questionado sobre suas várias visitas. A Coreia do Norte definiu o ataque ao embaixador como uma "merecida punição", mas negou qualquer participação.

As Coreias do Norte e do Sul estão tecnicamente em guerra desde o fim da Guerra da Coreia (1950-53) que terminou com uma trégua, sem a assinatura de um tratado de paz. / REUTERS

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