Coreia do Norte ameaça fechar complexo em fronteira

Após alertar Seul de que a Península Coreana estava entrando em "estado de guerra", a Coreia do Norte agora ameaça fechar um complexo industrial que é o último importante símbolo da cooperação intercoreana. Analistas consideram um conflito em larga escala extremamente improvável, citando o fato de que a Península Coreana esteve em estado técnico de guerra por 60 anos. Mas as contínuas ameaças feitas pela Coreia do Norte contra Seul e Washington, incluindo a promessa de lançar uma greve nuclear, levantam temores de que um equívoco no modo de lidar com os alertas pode levar a um confronto.

Agência Estado

30 de março de 2013 | 10h48

O parque industrial Kaesong, que usa a força de trabalho norte-coreana e o know-how sul-coreano, vinha operando normalmente, embora Pyongyang tenha desligado o canal de comunicações tipicamente usado para coordenar a viagem de trabalhadores sul-coreanos para as instalações, que ficam logo na fronteira. Os rivais agora estão coordenando as viagens indiretamente por meio de um escritório em Kaesong que tem contato externo com a Coreia do Sul.

Mas um porta-voz não identificado do escritório de controle da Coreia do Norte disse neste sábado que desativará a fábrica, caso a Coreia do Sul continue minando a sua dignidade. Pyongyang se irritou com as reportagens que sugeriram que as instalações permaneciam abertas porque eram uma fonte de riqueza para o empobrecido país.

Dezenas de empresas sul-coreanas administram indústrias na cidade de Kaesong. Usando a barata e eficiente mão de obra norte-coreana, o complexo produziu US$ 470 milhões em bens em 2012. A Coreia do Norte anteriormente lançou ameaças similares quanto às fábricas de Kaesong, mas não as cumpriu. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.