REUTERS/KCNA
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Coreia do Norte ameaça presidente sul-coreana e EUA com ‘final miserável’

Seul qualificou a declaração de Pyongyang de ‘vulgar’ e ‘ridícula’, e garantiu que se sofrer alguma provocação, as forças armadas ‘castigarão com severidade’ os norte-coreanos

O Estado de S. Paulo

23 de março de 2016 | 14h19

SEUL - A Coreia do Norte ameaçou nesta quarta-feira, 23, a presidente sul-coreana, Park Geun-Hye, e os EUA com um "final miserável", em uma declaração que Seul qualificou de "vulgar" e "ridícula".

Pyongyang declarou que deflagrará uma "batalha de represália por justiça" contra a presidente sul-coreana, com suas unidades de artilharia prontas para converter o escritório de Park em um "mar de chamas e cinzas".

"Não é uma ameaça qualquer", advertiu o Comitê para a Reunificação Pacífica da Coreia, uma agência governamental norte-coreana. "Será demonstrado com o final miserável que terão o grupo de EUA e Park se persistirem com sua irresponsabilidade".

O regime norte-coreano está acostumado a fazer este tipo de ameaça contra a Coreia do Sul. As tensões entre os dois vizinhos aumentaram depois que o Norte realizou quatro testes nucleares este ano.

A ameaça ocorre como uma resposta às manobras militares conjuntas realizadas no momento entre forças americanas e sul-coreanas. Seul exigiu na quarta-feira que Pyongyang parasse com suas ameaças "vulgares" e ameaçou adotar "medidas de represália" contra as provocações norte-coreanas.

"Se a Coreia do Norte realizar algum tipo de provocação contra nós, nossas forças armadas castigarão com severidade" o país comunista, disse uma representante do Ministério da Unificação.

O governo sul-coreano considerou que a "Coreia do Norte será responsável por qualquer repercussão" no conflito e exigiu que o regime de Kim desista do desenvolvimento de armas nucleares e de mísseis de longo alcance.

O Comitê para a Reunificação Pacífica também afirmou que a Coreia do Norte não pronuncia palavras vazias, apesar de nos últimos anos ter lançado várias ameaças deste tipo sem chegar a concretizar ataque algum.

Além disso, disse que Pyongyang está perdendo a paciência com as "imprudentes provocações" da Coreia do Sul e dos EUA, em referência às manobras militares realizadas no território sul-coreano. /AFP e EFE

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