Coréia do Norte anuncia etapas de desmantelamento nuclear

Medidas de segurança como a instalação de câmeras estão previstas no plano do governo norte-coreano

Associated Press e Reuters,

14 de outubro de 2008 | 11h26

A Coréia do Norte planejava nesta terça-feira, 14, retomar o desmantelamento de seu programa nuclear pela primeira vez em dois meses. No sábado, os Estados Unidos retiraram o regime comunista de uma lista de nações promotoras do terrorismo, em troca de um pacto pelo desarmamento norte-coreano. Pyongyang avisou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que retomaria o desmantelamento do reator nuclear de Yongbyon e permitiria aos inspetores internacionais que retomem suas atividades. Os planos foram detalhados em um documento confidencial enviado pelo país à AIEA, obtido pela Associated Press. Outras medidas de segurança, como a instalação de câmeras, também seriam retomadas. A Coréia do Norte e os Estados Unidos anunciaram um acordo sobre a verificação após a viagem do enviado norte-americano Christopher Hill a Pyongyang para negociações. A ONU saudou o avanço. O Japão reiterou que apenas participará da ajuda ao país após a resolução do tema dos seqüestros de cidadãos japoneses realizados por agentes norte-coreanos, na década de 1970 e 1980. Em resposta à Coréia do Norte ter permitido inspeções de suas instalações nucleares, os EUA retiraram o país da lista de nações que apóiam o terrorismo. O presidente americano, George W. Bush, chegou incluir a o regime de Pyongyang no chamado "eixo do mal", juntamente com Irã e Iraque. Com a decisão, Washington pretende retomar o acordo de desarmamento com os norte-coreanos antes do fim do governo Bush, em janeiro de 2009. Em protesto por permanecer na lista de Estados que apóiam o terrorismo, o país havia interrompido o processo em agosto, elevando a tensão nas negociações. A lista negra dos EUA agora inclui Irã, Cuba, Síria e Sudão - países submetidos a sanções de Washington. Segundo o governo americano, a Coréia do Norte não terá benefícios imediatos e pode retornar à lista de terroristas caso suspenda as inspeções nucleares.

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