Coreia do Norte anuncia fim de acordos com Seul

Pyongyang acusa Coreia do Sul de levar península para a iminência de uma guerra

BBC Brasil, BBC

30 de janeiro de 2009 | 09h24

O regime comunista da Coreia do Norte anunciou nesta sexta-feira, 30, que vai cancelar todos os acordos políticos e militares assinados com a Coreia do Sul, acusando Seul de "intenções hostis". Segundo um anúncio divulgado pela imprensa estatal norte-coreana, o governo de Seul levou as relações entre os dois países para a "iminência de uma guerra". Entre os acordos a serem anulados está um que define a fronteira marítima entre dois países, no Mar Amarelo. Embarcações do sul e do norte já se envolveram em conflitos na região em 2002 e 1999. Pelo menos seis sul-coreanos foram mortos nos incidentes e há registros de dezenas de vítimas do norte. "Todos os pontos acordados sobre o fim dos confrontos militares e políticos entre o Norte e Seul serão anulados", afirmou o Comitê para a Reunificação Pacífica da Coreia, órgão de Pyongyang para as relações entre os dois países. O país ainda afirmou que a situação na península coreana chegou a um ponto onde não há meios "nem para melhorar as relações nem para restaurá-las". A Coreia do Norte tem lançado ataques retóricos constantes contra o governo do presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, que prometeu interromper o trânsito de ajuda humanitária para o Norte a menos que Pyongyang acabe com seu programa nuclear. A Coreia do Sul e a do Norte continuam tecnicamente em guerra, desde o armistício da Guerra da Coreia, em 1953. O correspondente da BBC em Seul, John Sudworth, afirma que alguns analistas acreditam que Pyongyang está tentando aumentar as tensões com o país vizinho para ter mais poder negociação com os Estados Unidos. Segundo Sudworth, analistas mais pessimistas acreditam até mesmo na possibilidade de conflitos militares de pequena escala entre os dois países.

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