Coreia do Norte anuncia revisão da questão nuclear

País acusa EUA e Coreia do Sul de terem um plano de 'ação de guerra'

AE, Agência Estado

20 de julho de 2012 | 13h57

SEUL - A Coreia do norte disse nesta sexta-feira que não teve escolha mas "revisar completamente" a questão nuclear após acusar os Estados Unidos e a Coreia do Sul de terem um plano para explodir uma estátua do líder fundador do país.

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"Várias circunstâncias nos obrigaram a revisar completamente a questão nuclear", disse o Ministério de Relações Exteriores norte-coreano em comunicado divulgado por meio da agência oficial de notícias, a Korean Central News Agency (KCNA).

O complô representa uma "ação de guerra" e contraria o acordo sob o qual Pyongyang concordou em desmantelar seu programa nuclear em troca de benefícios econômicos e diplomáticos, além de garantias de segurança, diz o documento.

O comunicado não explica o que o governo quer dizer com a revisão da questão nuclear, mas levanta novas preocupações de que Pyongyang está planejando realizar um terceiro teste nuclear após o fracassado lançamento de abril, embora no mês passado a Coreia do Norte tenha afirmado que não tem planos "no momento" de realizar tais ações.

A ameaça foi feita depois de a Coreia do Sul ter confirmado que um homem detido a Coreia do Norte - supostamente por tentar explodir uma estátua do fundador do país, Kim Il-Sung - é um antigo desertor que havia se instalado no Sul.

Pyongyang afirma que autoridades da inteligência da Coreia do Sul contrataram o homem para que realizasse o ataque e que Washington está ativamente envolvido no caso.

O atual líder norte-coreano, Kim Jong-Un, foi nomeado nesta semana Marechal da Coreia do Norte, em meio a um remanejamento de figuras importantes do regime. A medida é vista como uma forma de consolidar o controle do líder sobre as Forças Armadas, que contam com 1,2 milhões de integrantes.

Com Dow Jones

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