Coreia do Norte ataca as sanções impostas pelos Estados Unidos

A Coreia do Norte rejeitou as sanções impostas pelos Estados Unidos e acusou Washington de ter poucas evidências que ligam o País ao recente ataque hacker à Sony. Fonte do governo alegou ainda, em comunicado, que as medidas expõem a hostilidade norte-americana e são ineficazes.

Estadão Conteúdo

04 de janeiro de 2015 | 08h45

Em sua primeira resposta ao ataque, a Casa Branca anunciou ontem sanções contra empresas e pessoas ligadas a indústria de armas norte-coreana. "A ação persistente e unilateral tomada pela Casa Branca para impor ''sanções'' contra a RPDC (Coreia do Norte) prova que ela ainda não está longe da repugnância inveterada e hostilidade em relação a Coreia do Norte", informou a Coreia do Norte, em comunicado divulgado pela agência de notícias local e assinado por um porta-voz não identificado do ministério das Relações Exteriores.

O porta-voz voltou a negar a responsabilidade pelo ataque à Sony e criticou os Estados Unidos por recusarem uma oferta de busca conjunta pelos responsáveis pelo incidente.

No sábado, o presidente Barack Obama assinou uma ordem para ampliar a autoridade do governo contra indivíduos e entidades do governo de Pyongyang, como congelamento de ativos e proibição de uso do sistema financeiro norte-americano. As novas medidas afetam 10 autoridades norte-coreanas que trabalham nos principais mercados de armas mundiais, além de sua própria agência de inteligência. O comércio de armas é uma importante fonte de receita para a Coreia do Norte.

A Sony lançaria a comédia "A entrevista" sobre um plano de assassinato contra o ditador norte-coreano Kim Jong Un. O País condenou o filme e alegou que seria parte de um complô orquestrado pelo governo dos EUA. No comunicado divulgado neste domingo, o porta-voz do ministério das relações exteriores criticou novamente a história, chamando-a de "nojento filme que abertamente provoca o terrorismo contra o estado soberano". Fonte: Dow Jones Newswires

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