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Coréia do Norte aumenta tensão com lançamento de mísseis

Nova bateria de testes é considerada como reação às políticas de Washington e da Coréia do Sul na região

JON HERSKOVITZ, REUTERS

28 de março de 2008 | 11h04

A Coréia do Norte testou nesta sexta-feira, 28, uma bateria de mísseis de curto alcance, numa ação considerada por analistas como aparente reação à políticas dos EUA e à eleição de um novo governo conservador na Coréia do Sul. O teste aconteceu um dia após o Norte ter expulsado autoridades sul-coreanas de um complexo industrial conjunto a norte da fronteira, depois que Seul exigiu que o vizinho comunista melhore a situação dos direitos humanos e agilize o desarmamento nuclear, a fim de receber uma ajuda econômica vital. Em entrevista coletiva, um porta-voz presidencial sul-coreano disse que o Norte disparou mísseis de curto alcance como parte de um exercício militar. A imprensa local afirmou que foram lançados três mísseis marítimos na costa oeste da península. "Acreditamos que o Norte não quer uma deterioração das relações entre o Sul e o Norte", disse o porta-voz Lee Dong-kwan a jornalistas. O novo presidente sul-coreano, Lee Myung-bak, é contra a manutenção das bilionárias ajudas ao Norte concedidas a troco de quase nada pelos governos esquerdistas dos últimos dez anos no Sul, com a idéia de que esse seria o preço a pagar pela estabilidade. Mas o governo de Lee afirma estar disposto a pesados investimentos, desde que Pyongyang aceite condições como o fim do programa de armas nucleares ou a devolução de mais de mil sul-coreanos sequestrados ou mantidos no país depois da Guerra da Coréia (1950-53). Em Tóquio, o especialista Masao Okonogi, da Universidade Keio, disse que a Coréia do Norte está basicamente passando dois recados com os mísseis: mostrar insatisfação com os EUA pela pressão a respeito do seu programa de enriquecimento de urânio e das relações com a Síria; e responder à linha-dura prometida por Lee. "Eles estão alertando Seul a não recuar nas coisas definidas entre o Norte e o Sul", disse Okonogi. A Coréia do Norte tem mais de mil mísseis, sendo pelo menos 800 deles balísticos, capazes de atingir a Coréia do Sul inteira e parte do Japão, segundo especialistas. Os testes costumam coincidir com períodos de tensão política. (Reportagem adicional de Rhee So-eui, Lee Jiyeon e Jack Kim, em Seul, e Linda Sieg, em Tóquio)

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