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Coréia do Norte busca ajuda humanitária de Seul

A Coréia do Norte está pedindo ajuda humanitária em negociações com a Coréia do Sul, o que indica que Pyongyang tenta aproveitar financeiramente a redução das tensões na península coreana. Mas a Coréia do Sul disse que a plena retomada da ajuda bilateral depende de o Norte cumprir o recente acordo multilateral que prevê o fim do seu programa nuclear. Na primeira reunião de alto escalão entre as duas Coréias desde que o Norte testou uma bomba atômica, em outubro, autoridades de ambos os lados discutiram como e quando retomar projetos comerciais e reuniões familiares, abandonados desde o ano passado. Há mais de dez anos, desde um acordo nuclear anterior com Pyongyang, não havia tamanha atividade diplomática internacional voltada para a Coréia do Norte. "O Norte começou a tratar da questão da ajuda humanitária no contato em nível de trabalho que se deu na última quarta-feira, 28", disse a jornalistas uma fonte sul-coreana que esteve na reunião de Pyongyang. Não está claro que tipo de ajuda o Norte deseja, acrescentou. A Coréia do Sul tradicionalmente doa alimentos e fertilizantes ao seu miserável vizinho, mas os carregamentos foram suspensos em julho, devido a testes norte-coreanos com mísseis. "A proposta de uma declaração conjunta à imprensa que foi trocada não inclui referências diretas à ajuda em arroz ou fertilizante", disse essa fonte oficial a jornalistas sul-coreanos em Pyongyang. Paralelamente, os diplomatas dos países envolvidos nas negociações nucleares com a Coréia do Norte se preparam para retomar as discussões sobre como implementar o acordo de 13 de fevereiro. Retomada japonesa Coréia do Norte e Japão começam a discutir na semana que vem no Vietnã a normalização das suas relações, e um representante norte-coreano, Kim Kye-gwan, estará também na próxima semana em Washington para discutir o estabelecimento de relações com os EUA, tudo sob o acordo do dia 13. Também nas próximas semanas deve haver discussões sobre o que a Coréia do Norte fez para suspender suas atividades nucleares em troca de combustível das outras partes envolvidas na negociação. Pyongyang diz que melhorar as relações com o Japão e os EUA é algo essencial para o fim do seu programa nuclear, alegadamente voltado para a defesa nacional. O encontro intercoreano de Pyongyang começou na terça-feira e deve terminar na sexta. A Coréia do Sul busca a pronta retomada das reuniões de famílias separadas pela Guerra da Coréia (1950-53). Seul deseja também respostas sobre cerca de mil sul-coreanos - prisioneiros de guerra e civis seqüestrados - supostamente mantidos no Norte.

Agencia Estado,

01 de março de 2007 | 11h14

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