Ng Han Guan/Arquivo/AP
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Coreia do Norte comunica plano de retirada de estrangeiros do país

Ministério das Relações Exteriores informou que dará apoio a quem desejar sair da capital, principal alvo em caso de conflito

Cláudia Trevisan, enviada especial

05 de abril de 2013 | 10h59

(Texto atualizado às 13h10) PYONGYANG - O Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte comunicou nesta sexta-feira, 5, à comunidade diplomática em Pyongyang que vai elaborar um plano de retirada para os estrangeiros que desejarem deixar o país ou se instalar fora da capital, o principal alvo na hipótese de um conflito militar.

Em reunião com embaixadores e representantes de organismos internacionais, um dirigente do ministério pediu que os diplomatas informem o que pretendem fazer até o dia 10 de abril. Segundo ele, o governo dará apoio logístico aos que decidirem transferir seus escritórios a outra cidade norte-coreana ou sair do país.

Nos termos da Convenção de Viena, que rege as missões diplomáticas, os governos anfitriões devem facilitar a saída do pessoal de embaixadas em caso de conflito. O Brasil abriu sua embaixada em Pyongyang em maio de 2009.

A Grã-Bretanha confirmou ter recebido o aviso. "Acreditamos que eles deram esse passo como parte de sua contínua retórica de que os EUA representam uma ameaça para eles", disse o Ministério das Relações Exteriores, em comunicado.

O integrante do governo coreano ponderou que o momento atual é o pior na região desde o fim da Guerra da Coreia (1950-1953) e responsabilizou os Estados Unidos por colocar a península à beira da guerra. "Os norte-americanos trouxeram para a região submarinos nucleares e bombardeiros estratégicos, fazendo uma exibição dos mais modernos armamentos do mundo", declarou o norte-coreano, de acordo com relatos de pessoas que participaram do encontro.

Mísseis A Coreia do Norte instalou dois mísseis em bases móveis de lançamento da costa leste do país, de onde podem potencialmente atingir o Japão ou bases norte-americanas no Pacífico, disse quinta-feira a agência de notícias sul-coreana Yonhap, atribuindo a informação a fontes militares.  Com informações da Reuters

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