Coréia do Norte concorda com monitoramento da AIEA

Agência pretende instalar dispositivos para acompanhar o fechamento de Yongbyon

Agencia Estado

03 Julho 2007 | 15h27

A Coréia do Norte concordou com medidas de "contenção e monitoramento" por inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para verificar o fechamento de seu programa de armas nucleares, afirmou nesta terça-feira, 3, um relatório da entidade. O documento do diretor da agência nuclear, Mohamed ElBaradei, abordou resultados de uma visita preparatória da AIEA à Coréia do Norte, na semana passada, e também recomendou que o conselho do órgão aprove a nova missão durante uma reunião, provavelmente na próxima semana. O relatório, obtido pela Reuters, descreveu um "entendimento" de 11 partes com o país para o retorno de inspetores nucleares da Organização das Nações Unidas (ONU), expulsos da Coréia do Norte quatro anos e meio atrás. "A agência vai instalar...dispositivos apropriados de contenção e monitoramento e outros equipamentos para acompanhar e verificar o status do fechamento e/ou isolamento das instalações e equipamentos", disse o relatório.O presidente da Coréia do Norte, Kim Jong Il, declarou nesta terça estar comprometido com o desarmamento nuclear de seu país e pediu aos países envolvidos nas negociações que cumpram suas promessas, informou a imprensa chinesa."Houve sinais recentes de que a tensão na Península Coreana diminuiu", comentou Kim, citado pela Televisão Central Chinesa, durante conversa com o ministro das Relações Exteriores da China, Yang Jiechi.O presidente norte-coreano disse que "todas as partes devem implementar as ações iniciais" do acordo de desarmamento fechado em fevereiro em Pequim, prosseguiu a emissora.Pelo acordo, a Coréia do Norte deve desligar o reator de Yongbyon e desmantelar de forma verificável seu programa nuclear bélico em troca de ajuda energética e concessões políticas e econômicas.NegociaçõesNo último dia 21 de junho, o negociador americano Christopher Hill visitou o país, na primeira visita de um alto oficial dos EUA à Coréia do Norte. A visita ocorreu poucos dias após a liberação de US$ 25 milhões no Banco Delta Ásia (BDA), em Macau, que era motivo de impasse nas negociações nucleares.Os fundos permaneceram congelados durante um ano e meio por Washington sob suspeita de estarem ligados a atividades ilegais.Na ocasião, Hill declarou que tinha por objetivo avançar no processo de suspensão do programa nuclear da península e normalizar as relações bilaterais com o regime comunista. "Desejamos poder recuperar o tempo perdido nos últimos meses", disse o negociador.O desligamento dos reatores nucleares norte-coreanos é assunto discutido entre seis partes: as duas Coréias, Japão, Estados Unidos, China e Rússia.Na última semana, inspetores da AIEA visitaram a Coréia do Norte para estudar o desligamento da usina de Yongbyon, o complexo nuclear que centraliza a capacidade atômica de Pyongyang.No mesmo dia em que o país se comprometeu com a suspensão de seu programa nuclear, as Forças Armadas realizaram testes com mísseis no mar do Japão, em um movimento que claramente desagrada os governos de Tóquio e de Seul, embora ambos os países afirmem que a ação é apenas manobra de rotina.Antes deste, o regime norte-coreano fez outros dois testes similares no fim de maio e no início de junho.Com Efe e Associated PressMatéria ampliada às 12h34 para acréscimo de informações

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