Coreia do Norte concorda em discutir desarmamento nuclear

Coreia do Sul não considera o momento adequado; consenso foi estabelecido com a China

Efe

20 de agosto de 2010 | 05h43

SEUL - A Coreia do Norte chegou a um consenso com a China sobre reatamento das conversas de seis lados para seu desarmamento nuclear depois de líderes de Pyongyang se reunirem com um enviado de Pequim, informou nesta sexta-feira, 20, a agência de notícias sul-coreana Yonhap, que cita a norte-coreana KCNA.

 

O escritório da agência estatal norte-coreana explica que o enviado nuclear chinês, Wu Dawei, se reuniu, em visita de três dias encerrada na quarta-feira, com o ministro de Exteriores norte-coreano, Pak Ui-chun, e com Kim Yong-il, diretor do Comitê Central do Partido dos Trabalhadores.

 

"As duas partes mantiveram discussões profundas sobre a situação regional e as relações bilaterais de amizade, assim como assuntos de interesse mútuo como o reatamento das conversas de seis lados e a desnuclearização de toda a península da Coreia", indicou a KCNA, que acrescentou que houve um "consenso total".

Por sua parte, a Coreia do Sul informou quinta-feira, coincidindo com a visita do enviado chinês a Pyongyang, que não considera que seja o momento adequado para o reatamento das conversas de seis lados, que conta com as duas Coreias, EUA, China, Japão e Rússia.

Seul e Washington se opuseram a retomar o diálogo nuclear com Pyongyang após a morte de 46 marinheiros no afundamento do navio de guerra sul-coreano Cheonan, em março, em incidente que, segundo a Coreia do Sul, aconteceu devido a um ataque norte-coreano.

A tensão entre as duas Coreias aumentou muito desde esse incidente, e levou Seul a pedir que o regime de Kim Jong-il deixe claro seu papel no ataque ao Cheonan e demonstre sua intenção de desarmamento.

A Coreia do Norte negou responsabilidade no incidente, enquanto a Coreia do Sul tentou responder com uma condenação internacional no Conselho de Segurança das Nações Unidas, embora o texto aprovado não culpe diretamente o governo de Kim Jong-il.

As conversas de seis lados, organizadas pela China desde 2003, foram realizadas pela última vez no final de 2008, e desde então estiveram paradas por conta do segundo teste nuclear da Coreia do Norte em maio de 2009 e lançamentos de mísseis.

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