Yonhap/Reuters
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Coreia do Norte condena americano a trabalho compulsório

Kenneth Bae, um guia turístico de Washington, foi julgado e sentenciado por 'atos hostis'

AE, Agência Estado

02 de maio de 2013 | 00h16

(Atualizada às 14h25) SEUL - A Coreia do Norte disse que um cidadão americano detido no país desde o final do ano passado foi condenado a 15 anos de "trabalho compulsório" por "atos hostis" não especificados contra o país.

Kenneth Bae, um guia turístico do Estado de Washington, foi julgado na terça-feira na instância mais alta da justiça da Coreia do Norte, afirmou a Korean Central News Agency (KCNA, a agência estatal de notícias) nesta quinta-feira, 2 (horário local). "O Supremo Tribunal Federal o condenou a 15 anos de trabalho compulsório por este crime", disse a KCNA.

A Coreia do Norte não forneceu detalhes sobre o suposto crime cometido por Bae, mas ativistas em Seul dizem que ele estava interessado em chamar atenção para questões humanitárias e pode ter sido detido pela posse de imagens de crianças norte-coreanas desabrigadas.

Bae entrou em Rason, uma zona econômica especial norte-coreana na fronteira com a China e a Rússia, em novembro do ano passado com um grupo de turistas e foi detido logo em seguida.

Nos últimos anos, ex-presidentes americanos viajaram para a Coreia do Norte para garantir a libertação dos cidadãos dos EUA detidos em território norte-coreano.

A imprensa sul-coreana havia informado nesta quinta-feira que o ex-presidente dos EUA Jimmy Carter estava tentando fazer uma visita à Coreia do Norte, o que poderia ser um movimento para levar Bae de volta para os EUA. No entanto, a porta-voz do ex-presidente, Deanna Congileo, negou a informação, segundo a Reuters. "O presidente Carter não recebeu nenhum convite para visitar a Coreia do Norte e não tem planos de visitar."

Carter garantiu a liberação de Aijalom Mali Gomes em 2010, depois que o cidadão dos EUA foi considerado culpado de supostos crimes semelhantes. O escritório de Carter não estava disponível para comentar sobre os relatos da mídia. / DOW JONES e REUTERS

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