Ahn Young-joon/AP
Ahn Young-joon/AP

Coreia do Norte condena ativista americano por entrada ilegal no país

Aijalon Mahli Gomes realizará trabalhos forçados por oito anos e pagará US$ 700 mil de multa

Agência Estado e Associated Press

07 de abril de 2010 | 12h33

SEUL - A Coreia do Norte sentenciou um professor americano a oito anos de trabalhos forçados e a uma multa de US$ 700 mil por ele ter entrado ilegalmente no país. Aijalon Mahli Gomes reconheceu que cometeu o ato ilegal durante um julgamento na Corte Central, informou nesta quarta-feira, 7, a agência estatal norte-coreana.

 

Aijalon é o quarto americano preso na Coreia do Norte desde o ano passado. O governo local informou em março que havia prendido Gomes, de 30 anos, por ele ter entrado ilegalmente no país a partir da China, em 25 de janeiro. Gomes havia ensinado inglês na Coreia do Sul e não se sabe exatamente o que o motivou a ir para a Coreia do Norte.

 

Jo Sung-rae, um ativista que vive em Seul, afirmou que Gomes pode ter se inspirado em um missionário americano que fez viagem similar, em dezembro, para protestar por abusos contra os direitos humanos cometidos por Pyongyang.

 

"Foi examinado o ato hostil cometido contra a nação coreana e a entrada ilegal na fronteira, pelo que se formularam as acusações e se confirmou a culpabilidade", afirmou o texto da agência estatal norte-coreana. Os veredictos da Corte Central, máximo tribunal do país, são finais e não estão sujeitos a apelações, informou o Ministério da Unificação em Seul.

 

Apesar disso, Yoo Ho-yeol, um especialista em Coreia do Norte da Universidade da Coreia do Sul, afirmou que é quase certo que Gomes seja liberado. Aparentemente, segundo ele, Pyongyang quer usar o caso para aumentar sua margem de manobra em negociações sobre seu programa nuclear com os EUA. A família de Gomes se mostrou preocupada com a sentença e reza pelo seu rápido retorno, disse uma porta-voz dos familiares, Thaleia Schlesinger.

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