KCNA/Handout via REUTERS
KCNA/Handout via REUTERS

Coreia do Norte condena ex-presidente da Coreia do Sul à morte

Em comunicado, regime norte-coreano pede que governo do país vizinho entregue Park Geun-hye e o ex-diretor do Serviço nacional de Inteligência sul-coreano

O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2017 | 04h39

SEUL - A Coreia do Norte afirmou nesta quinta-feira, 29, que condenará à pena de morte a ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, por supostamente tramar um plano para assassinar o líder norte-coreano, Kim Jong-un, e pedirá sua extradição.

Em um comunicado conjunto dos Ministérios de Segurança Pública e Segurança Estatal e da Procuradoria divulgado nesta quinta pela agência estatal KCNA, o regime diz que "imporá a pena de morte" a Park e ao ex-diretor do Serviço Nacional de Inteligência sul-coreano, Lee Byung-ho, por este suposto plano. 

"As autoridades sul-coreanas devem entregar a traidora Park Geun-Hye, o ex-diretor de inteligência, Lee Byung-ho, e seus correligionários à Coreia do Norte em virtude das convenções internacionais". 

Pyongyang exige a extradição de ambos por considerar que são responsáveis "pelo abominável terrorismo de Estado contra a liderança suprema" da Coreia do Norte.

O texto foi veiculado depois que um meio de comunicação japonês publicou recentemente um artigo que acusa Park, destituída em março e em prisão preventiva por corrupção, de ter pedido a Lee em 2015 que removesse Kim Jong-un do poder utilizando todos os meios possíveis, inclusive o assassinato. 

Pyongyang afirma que o plano de Seul faria com que a morte de Kim parecesse um acidente para apagar qualquer indício de sua participação, mas que "a estrita vigilância" das autoridades norte-coreanas obrigou o Sul a desprezar o plano citado.

Representantes do Serviço Nacional de Inteligência (NIS) da Coreia do Sul explicaram à agência Yonhap que as alegações norte-coreanas "carecem de fundamento". / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.