Coréia do Norte condiciona volta ao diálogo à retirada de sanções

A delegação da Coréia do Norte insistiu neta quinta-feira, na Malásia, que só voltará à mesa de negociações multilaterais se os Estados Unidos colocarem fim às sanções impostas contra o país asiático."A Coréia do Norte não participará das conversas a seis lados (EUA, China, Japão, Rússia e as duas Coréias) sobre o programa nuclear até que os Estados Unidos retirem as sanções financeiras", disse o porta-voz da delegação norte-coreana, Chong Song Il, que participa da conferência sobre a segurança da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean, em inglês) realizada em Kuala Lumpur."Não pode acontecer", disse Chong aos jornalistas, um pouco depois da chegada à capital malásia do ministro das Relações Exteriores norte-coreano, Paek Nam Sun."Como já dissemos várias vezes, os Estados Unidos devem retirar antes as sanções financeiras que impôs se quiserem ver a retomada das conversas multilaterais (...) adiantada", acrescentou Chong.As negociações multilaterais ficaram bloqueadas em novembro, depois de Pyongyang denunciar as sanções impostas pelos EUA contra várias empresas e um banco com sede em Macau, devido à suposta lavagem de dinheiro norte-coreana. A entidade estaria envolvida com atividades ilícitas, incluindo o tráfico de drogas.O ministro norte-coreano participará na sexta-feira - junto com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, e o alto representante para a Política Externa e a Segurança Comum da União Européia, Javier Solana - da reunião anual de ministros de Exteriores do Fórum Regional da Asean (ARF).Este fórum compreende dez países da Asean e mais 16, incluindo os seis países das negociações multilaterais sobre o programa nuclear norte-coreano.A China se opôs a que os outros cinco membros do grupo se reúnam na ausência da Coréia do Norte.Rice defende o LíbanoA secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, reiterou nesta quinta, durante a reunião da Asean, que a solução da situação no Líbano é a extensão da autoridade do governo libanês no país."O governo deve ter a habilidade de controlar todas as forças, todas as armas. Não pode haver milícias, e o Líbano poderá ter a ajuda das forças com o comando das Nações Unidas. Estas são as bases", disse Rice em entrevista coletiva."Obviamente, estou disposta e preparada para voltar a qualquer momento ao Oriente Médio", disse Rice, que chegou poucas horas antes à capital malásia."Os Estados Unidos estão profundamente preocupados com a situação humana, e trabalhamos com urgência para tentar fazer com que a ajuda chegue ao povo do Líbano", acrescentou a secretária de Estado americana."Estamos muito comprometidos com o objetivo de encontrar uma solução duradoura. Estamos preparados para enviar forças que cooperem com o governo libanês para que este tenha o controle da geografia total do país", disse Solana.

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