Coreia do Norte cumpre ameaça e anula armistício

A imprensa estatal da Coreia do Norte afirmou nesta segunda-feira que o país colocou em prática sua ameaça de cancelar o armistício que deu fim à Guerra da Coreia, há 60 anos. A retórica de ameaça entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul chegou ao nível mais alto desde que os norte-coreanos atacaram um ilha sul-coreana em 2010.

AE, Agência Estado

11 de março de 2013 | 12h25

A Coreia do Sul e os Estados Unidos começaram a realizar exercícios militares anuais que contam com a presença de 10 mil soldados sul-coreanos e 3,5 mil norte-americanos, mesmo com as ameaças da Coreia do Norte de responder à operação com a anulação do armistício.

O governo de Pyongyang lançou uma forte campanha de propaganda contra os exercícios militares e contra a votação da Organização das Nações Unidas (ONU) realizada na semana passada, na qual foram impostas novas sanções sobre a Coreia do Norte por causa do teste nuclear realizado no dia 12 de fevereiro.

Apesar das ameaças, a Coreia do Sul e os EUA começaram a operação que durará 11 dias no domingo (ou na segunda-feira do horário local), conforme o programado. Os aliados têm afirmado repetidamente que os exercícios e outras medidas são de natureza defensiva, e que eles não têm nenhuma intenção de atacar a Coreia do Norte.

Um comunicado militar dos EUA disse que o exercício não está relacionado com os últimos acontecimentos na Península Coreana. A operação faz parte de um treinamento mais amplo que começou no dia 1° de março e deve durar dois meses. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
Coreia do SulEUAnuclear

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.