REUTERS/Damir Sagolj
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Coreia do Norte decide fechar único canal diplomático com Estados Unidos

Líder Kim Jong-un anunciou a medida diante da negação dos americanos de aceitar a reivindicação do regime de suspender as sanções contra os norte-coreanos

O Estado de S.Paulo

11 Julho 2016 | 12h14

SEUL - A Coreia do Norte anunciou nesta segunda-feira, 11, sua decisão de fechar o único canal de contato que mantém com os Estados Unidos, após as sanções adotadas recentemente pelos americanos contra o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Pyongyang decidiu dar por encerrados os contatos que mantém com Washington no marco das Nações Unidas (ONU) perante a negativa americana de aceitar a reivindicação do regime de suspender as sanções, informou a agência estatal de notícias norte-coreana KCNA.

A Coreia do Norte enviou uma mensagem ao governo americano no domingo por meio de seu representante permanente na ONU no qual condenava as medidas, que tachava de "declaração de guerra contra a RPDC (República Popular da Coreia do Norte)" e no qual solicitava seu cancelamento "imediato".

"Visto que os EUA não aceitaram nossa reivindicação (...), como já se declarou, tomaremos contramedidas de ação. Como primeiro passo, fechamos o canal de contato RPDC-EUA de Nova York, o único que existia oficialmente entre ambos os países", sentenciou o porta-voz do regime.

A Coreia do Norte condenou "categoricamente" as sanções, e já no sábado realizou um novo teste de lançamento de um míssil balístico a partir de um submarino, algo que se interpretou como uma resposta às sanções diretas impostas pelos Estados Unidos ao líder norte-coreano por violações de direitos humanos.

À decisão de encerrar comunicações com Washington, se soma o protesto emitido por Pyongyang no começo do dia, quando ameaçou realizar "ações físicas" contra Seul e Washington pela iniciativa de ambos os países de desdobrar no final de 2017 o escudo antimísseis THAAD ao sul do paralelo 38.

"Nosso Exército está pronto para atacar sem piedade e reduzir os inimigos a um mar de fogo se receber as ordens neste exato momento", noticiou a KCNA.

"Pyongyang realizará ações físicas como represália contra o THAAD, um instrumento de agressão e de dominação mundial dos Estados Unidos, no momento em que for confirmada sua localização concreta", advertiu a declaração da cúpula militar norte-coreana.

O projeto THAAD, um caro sistema projetado para interceptar mísseis em sua fase de voo terminal, provocou fortes protestos tanto da Coreia do Norte, que o considera uma ameaça direta a sua segurança, como da China e em menor medida da Rússia. /EFE

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