Coréia do Norte desativa programa nuclear até dezembro

Acordo com comunidade internacional garante fim da usina; tema não faz parte da cúpula entre Coréias

Agências internacionais,

03 de outubro de 2007 | 09h05

A Coréia do Norte aceitou nesta quarta-feira, 3, fornecer uma "declaração completa e correta" de seus programas nucleares e desativar definitivamente sua única usina atômica até 31 de dezembro deste ano. O compromisso faz parte de um acordo selado em Pequim entre os negociadores da China, dos Estados Unidos, do Japão, da Rússia e das Coréias do Norte e do Sul.  Veja também: Líderes das duas Coréias fazem declaração conjunta na quinta O vice-chanceler chinês, Wu Dawei, anunciou que, como parte do acordo, os EUA liderarão a observação do desmantelamento das instalações nucleares e financiarão a implementação da etapa inicial do acordo. "O desmantelamento do reator experimental de cinco megawatts da usina de Yongbyon, da unidade de processamento e da instalação de fabricação de barras de combustível nuclear estará concluído até 31 de dezembro de 2007", declarou Wu. O acordo veio à tona depois de um recesso de dois dias na rodada de negociação iniciada na quinta-feira da semana passada em Pequim. Encontro histórico O processo do fim do programa nuclear norte-coreano não faz parte da agenda da cúpula dos líderes das duas Coréias em Pyongyang, pois este assunto diz respeito aos negociadores nucleares. O presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun, e seu colega norte-coreano, Kim Jong Il, iniciaram novas conversações formais nesta quarta-feira, o segundo dia da reunião de cúpula realizada em Pyongyang.  A crise nuclear norte-coreana chama a atenção do mundo desde sua explosão, no final de 2002, e é um dos principais assuntos tratados pelas chancelarias dos países vizinhos. Ela foi deflagrada quando Pyongyang admitiu ter desenvolvido em segredo um programa nuclear, violando um acordo assinado com os Estados Unidos em 1994. No entanto, oficialmente o assunto não faz parte da agenda da reunião bilateral entre o presidente sul-coreano, Roh Moo-hyun, e Kim Jong-il, que será encerrada na quinta-feira em Pyongyang. O anfitrião Kim Jong Il pareceu mais empolgado, depois de uma fria recepção na terça-feira. No início da reunião, Roh disse a Kim que estava preocupado com as enchentes no norte do país, que neste ano deixaram cerca de 600 mortos ou desaparecidos e dezenas de milhares de pessoas desabrigadas.  A primeira parte da reunião durou pouco mais de duas horas e os líderes não almoçaram juntos. Sobre a reunião, Roh disse que as conversas com Kim Jong Il foram "leais e francas", mas que os dois líderes têm algumas diferenças. "Em alguns assuntos, nós não concordamos", afirmou o presidente sul-coreano.

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