Coréia do Norte deve voltar às negociações em dezembro

O enviado para a questão nuclear da Coréia do Sul disse nesta terça-feira esperar que as conversas de seis lados sobre a Coréia do Norte tenham início em meados de dezembro. A Coréia do Norte concordou em retornar às negociações com a China, Coréia do Sul, Japão, Rússia e Estados Unidos, após se manter fora das conversas por um ano. Uma data específica para o início das conversas ainda deve ser definida. A necessidade de retomar as negociações com urgência se deu com após a Coréia do Norte realizar seu primeiro teste nuclear, em nove de outubro. "Acho que seja possível iniciar as conversas em meados de dezembro", disse Chun Yung-woo, negociador-chefe, à rádio sul-coreana PBC. "Estamos realizando os preparativos pensando que é mais importante atingir progressos substanciais quando as conversas de seis lados recomeçarem, do que o quão rápido as conversas irão começar", disse o negociador. Christopher Hill, negociador-chefe dos EUA, afirmou esperar que as conversas sejam retomadas no início de dezembro, e expressou esperança por um rápido progresso na implementação do acordo de setembro de 2005, segundo a agência de notícias Yonhap. Hill, que fez uma parada na Coréia do Sul, também teve uma reunião rápida com Chun no aeroporto antes dos dois seguirem para o Vietnã, para discutir estratégias para as conversas nucleares com o negociador chinês, segundo a Yonhap. A reunião está marcada para quarta-feira em Hanói, nos bastidores do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e Pacífico. Em 2005, a Coréia do Norte propôs desistir de seu programa nuclear em troca de ajuda e garantias de segurança, mas a continuidade das negociações foi suspensa devido a um boicote do Norte em represália às restrições financeiras impostas pelos EUA sobre a suposta lavagem de dinheiro do Norte e falsificação de dólares. Uma vez que as conversas reiniciarem, a principal prioridade será determinar se a Coréia do Norte está disposta a desistir de seu programa nuclear, segundo Chun. Ele também afirmou que o Norte não deve esperar nenhuma recompensa por retornar às negociações.

Agencia Estado,

14 Novembro 2006 | 12h01

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