AP Photo/Lee Jin-man
AP Photo/Lee Jin-man

Coreia do Norte dispara mísseis de curto alcance no mar e renova tensão na península

Enviado especial dos EUA pede que Pyongyang 'evitar todo tipo de provocações'; especialistas dizem que lançamentos são 'exibição de poderio militar' para Seul e Washington

O Estado de S. Paulo

21 de março de 2016 | 10h01

PYONGYANG - A Coreia do Norte disparou nesta segunda-feira, 21, cinco mísseis de curto alcance a partir da costa leste em direção ao mar, poucos dias depois do lançamento de outros mísseis de médico alcance, aumentando as tensões a respeito dos programas nuclear e de mísseis do isolado país comunista, anunciou uma fonte militar sul-coreana.

Os mísseis, de tipo não identificado foram lançados da cidade de Hamhung às 15h20 (3h20 de Brasília) e voaram cerca de 200 quilômetros antes de caíram no Mar do Leste (Mar do Japão), segundo a fonte do Estado-Maior conjunto.

"A Coreia do Norte deveria evitar todo tipo de provocações, incluindo os lançamentos de mísseis, que são uma violação clara de sanções da ONU", disse Sung Kim, enviado especial dos EUA para a Coreia do Norte, a repórteres em Seul quando indagado sobre os disparos desta segunda-feira.

Desde 6 de janeiro, quando a Coreia do Norte executou seu quarto teste nuclear, a tensão aumentou na península. Um mês depois do teste, Pyongyang lançou vários foguetes de longo alcance, considerados pela comunidade internacional como testes dissimulados de mísseis balísticos.

O Conselho de Segurança da ONU respondeu e decretou as sanções mais severas impostas até o momento ao país comunista. A Coreia do Sul espera um quinto teste nuclear norte-coreano, em violação às sanções internacionais, afirmaram fontes de Seul antes dos novos disparos.

Também nesta segunda-feira, militantes sul-coreanos anunciaram a intenção de lançar no próximo sábado 10 milhões de panfletos com críticas ao regime norte-coreano a partir da fronteira comum, uma iniciativa que pode agravar a tensão na península.

Os ativistas, que contam com muitos norte-coreanos que desertaram, enviam há vários anos panfletos por meio de balões. Este método de propaganda, que Pyongyang também pratica, irrita o governo da Coreia do Norte. 

Pyongyang procura, segundo especialistas, exibir poderio militar frente a Seul e Washington, que durante os meses de março e abril realizam em território sul-coreano as maiores manobras militares até o momento com a participação de mais de 17 mil soldados americanos e 300 mil do país asiático.

A Coreia do Norte considera esses exercícios um "ensaio de invasão" de seu país e ameaçou com um ataque nuclear preventivo. / AFP, REUTERS e EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.