Agência de Notícias Central Norte-coreana / KCNA
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Coreia do Norte diz que enviou ‘pacote de presente’ aos EUA

Embaixador de Pyongyang na ONU fez a declaração em pronunciamento à Conferência do Desarmamento; Vladimir Putin afirmou que ‘histeria militar’ na região ‘pode levar a uma catástrofe planetária’

O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2017 | 08h52

GENEBRA - A Coreia do Norte disse nesta terça-feira, 5, que endereçou recentemente um “pacote de presente” aos EUA, e mais virão em seguida. Han Tae Song, embaixador da Coreia do Norte na ONU, em Genebra, fez a declaração em pronunciamento à Conferência do Desarmamento promovida pela organização, dois dias depois de seu país conduzir seu sexto e maior teste nuclear até o momento.

“As recentes medidas de autodefesa do meu país são pacotes de presente endereçados a ninguém mais que os EUA”, disse Han, ao fórum. “Os EUA continuarão a receber mais pacotes de presente do meu país enquanto continuarem recorrendo a provocações imprudentes e tentativas fúteis de colocar pressão na Coreia do Norte”, disse.

Histeria militar

O presidente russo, Vladimir Putin, advertiu nesta terça-feira que a "histeria militar" a respeito da Coreia do Norte "pode levar a uma catástrofe planetária" e chamou de "inútil e ineficaz" o recurso a novas sanções contra Pyongyang.

A postura deve provocar um novo confronto entre Moscou e Washington, que na segunda-feira defendeu sanções "mais fortes possíveis" da ONU. Putin, que participa na China na reunião de cúpula anual dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul), disse que a "Rússia condena estes exercícios" da Coreia do Norte, "mas o recurso a sanções de qualquer tipo neste caso é inútil e ineficaz",

"Uma histeria militar não faz nenhum sentido (...). Tudo isto pode levar a uma catástrofe planetária e a um grande número de vítimas", advertiu o presidente russo.

A China, por sua vez, advertiu que as sanções contra a Coreia do Norte não solucionarão a crise na península se outras formas de aliviar a tensão não forem abertas. Para resolver o conflito, "a força militar nunca é uma opção e as sanções por si só não oferecem uma saída", afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Geng Shuang, em entrevista coletiva.

No entanto, Geng não esclareceu se a China apoiará uma nova rodada de sanções contra seu vizinho e se limitou a dizer que "as decisões do Conselho de Segurança dependem do resultado das discussões entre os membros" deste órgão. / REUTERS, EFE e AFP

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