KCNA VIA KNS/AFP
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Coreia do Norte diz que EUA podem 'pagar caro' por críticas a violações de direitos humanos

Países estão em 'rota de colisão' por falta de acordo nuclear

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2019 | 00h14

A Coreia do Norte criticou os Estados Unidos por questionar seu histórico de direitos humanos neste sábado, 21, dizendo que o "abuso verbal" de Washington só agravaria a situação já tensa na Península Coreana, informou a agência de notícias estatal KCNA.

A declaração da KCNA, atribuída a um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, alertou que se os Estados Unidos tentassem contestar o sistema de governo do Norte citando problemas de direitos humanos, o país "pagaria caro".

A declaração chega em um contexto de tensão entre os dois países, motivada por discussões sobre a desnuclearização da Coreia. No último sábado, 14, o país anunciou um novo "teste crucial" em sua base de lançamento de satélites de Sohae. A Coreia do Norte ressaltou que este foi o mais recente de uma série de desenvolvimentos que visa "restringir e dominar a ameaça nuclear dos Estados Unidos", informou a agência oficial de notícias KCNA.

O anúncio foi feito na véspera do início de uma visita de três dias a Seul do enviado americano para a Coreia do Norte, Stephen Biegun. Na quinta-feira anterior, as forças dos EUA realizaram um teste de míssil de médio alcance no Oceano Pacífico.

As negociações entre os dois países estão paradas desde o fracasso da cúpula de Hanói em fevereiro. Os EUA exigem que a Coreia do Norte renuncie a todo o seu arsenal atômico, enquanto Pyongyang quer que pelo menos parte das sanções internacionais contra o país seja suspensa rapidamente. /REUTERS e AFP

 

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