KCNA/Handout via REUTERS/File Photo
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Coreia do Norte diz que EUA têm 'comportamento vergonhoso'

Pyongyang responde à decisão americana de incluir o país nem lista de Estados que patrocinam o terrorismo

O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2017 | 13h55

PYONGYANG - A Coreia do Norte respondeu nesta quarta-feira, 22, à decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reincluir o país em uma lista de Estados que patrocinam o terrorismo 

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Trump colocou a Coreia do Norte de volta em uma lista de Estados patrocinadores do terrorismo na segunda-feira, uma designação que permite que os Estados Unidos imponham mais sanções contra Pyongyang e que arrisca aumentar as tensões sobre os programas de míssil e armas nucleares da Coreia do Norte.

Em entrevista à mídia estatal KCNA, um porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Coreia do Norte chamou a decisão de “comportamento vergonhoso” por parte de Trump e negou que a Coreia do Norte seja envolvida em qualquer terrorismo.

Ontem,  o governo da China pediu que a questão nuclear norte-coreana seja resolvida pelo diálogo. "Esperamos que todas as partes envolvidas possam fazer mais para favorecer a diminuição das tensões", disse Lu Kang, porta-voz do ministério das Relações Exteriores chinês.

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Temor

A Coreia do Norte deve conduzir testes adicionais neste ano para aperfeiçoar sua tecnologia de mísseis de longo alcance e aumentar a ameaça contra os Estados Unidos, disse a agência de inteligência da Coreia do Sul nesta segunda-feira, acrescentando que acompanha de perto os desdobramentos.

A Coreia do Norte toca programas de mísseis e armas nucleares que desafiam as sanções do Conselho de Segurança da ONU e não tem feito segredo sobre seus planos de desenvolver um míssil capaz de atingir o território norte-americano. O país já disparou dois mísseis sobre o Japão.

O Estado recluso parece ter realizado recentemente um teste de motor de mísseis enquanto rápidos movimentos de veículos foram percebidos perto de conhecidas instalações de mísseis, disse Yi Wan-young, um membro do comitê de inteligência do parlamento sul-coreano, informado pelo Serviço Nacional de Inteligência de Seul. /AFP e REUTERS

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