Ahn Young-joon/AP
Ahn Young-joon/AP

Coreia do Norte diz que haverá guerra se país for acusado por naufrágio

Perícia afirma que torpedo diparado por militares do norte afundou navio da marinha de Seul

Associated Press

20 Maio 2010 | 09h44

SEUL - Militares da Coreia do Norte alertaram nesta quinta-feira, 20, que pode haver guerra caso a Coreia do Sul responsabilize Pyongyang pelo naufrágio de um navio da marinha de Seul no mês passado, segundo entrevista transmitida pelo canal APTN.

 

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"Se os inimigos sul-coreanos tentarem nos retaliar ou punir, ou se eles tentarem impor sanções sobre nós, responderemos a essas medidas com guerra", disse o coronel Pak In Ho à mídia norte-coreana. Pyongyang negou envolvimento no caso e disse que os resultados da perícia eram invenções para acusar os militares do norte.

 

As tensões entre Coreia do Sul e Coreia do Norte aumentaram com a acusação de que um torpedo disparado pelos norte-coreanos teria afundado um navio de guerra de Seul no dia 26 de março, episódio que deixou 46 mortos. O incidente ocorreu no Mar Amarelo, na região oeste da costa sul-coreana, perto da fronteira marítima com os vizinhos do norte.

 

Na quarta-feira, o presidente da Coreia do Sul, Lee Myung-bak jurou "duras ações" para rebater a provocação dos norte-coreanos após os resultados das análises da perícia sobre o caso.

 

Segundo o relatório, o navio Cheonan, de 1.200 toneladas por uma explosão causada por um "torpedo fabricado na Coreia do Norte" e "disparado por um submarino norte-coreano". "As provas mostram, de forma incontestável, que o torpedo foi disparado por um submarino norte-coreano. Não há outra explicação possível", destacou o documento.

 

China e EUA também se pronunciaram sobre o ocorrido. Para os americanos, os norte-coreanos cometeram "um ato de agressão", já os chineses acreditam é necessário que haja um diálogo entre os dois países para resolver o "infeliz incidente".

 

O episódio do navio elevou a tensão entre as duas Coreias, tecnicamente em guerra desde 1950, quando começou a Guerra da Coreia. O conflito, que terminou em 1953, nunca foi formalmente encerrado, e os dois lados permanecem apenas em trégua, embora haja atritos frequentemente.

 

Outra questão que gera impasse é o programa nuclear norte-coreano, considerado uma ameaça pelo sul. Pyongyang se recusa a retornar à mesa de negociações para abandonar os projetos atômicos e diz que só o fará se a Guerra da Coreia for encerrada formalmente.

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