AFP PHOTO / Jewel SAMAD
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Coreia do Norte diz que lançar foguetes contra os EUA se tornou inevitável

Em discurso na Assembleia-Geral da ONU, chanceler do país asiático diz que ameaça de Trump de 'destruir totalmente' Pyongyang motivará 'visita de foguetes'; Ri Yong Ho também afirmou que regime está 'a poucos passos' de concluir programa nuclear

O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2017 | 20h44

NAÇÕES UNIDAS - A Coreia do Norte afirmou neste sábado, 23, que lançar seus foguetes no território dos EUA se tornou “inevitável” depois que o presidente norte-americano, Donald Trump, chamou o líder de Estado norte-coreano de “homem-foguete”, em mais um episódio da guerra retórica entre os dois líderes.

“(As ameaças de Trump) de ‘destruir totalmente’ a Coreia do Norte fazem com que a visita de nossos foguetes seja inevitável’, alertou o ministro das Relações Exteriores de Pyongyang, Ri Yong Ho, perante a Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.

As declarações de Ri Yong Ho ocorreram horas depois de dois bombardeiros da Força Área dos EUA B-1B Lancer, escoltados por jatos de combate, voarem sobre águas a leste da Coreia do Norte em uma demonstração de força do governo americano, um episódio no qual o Pentágono quis mostrar a gama de opções militares disponíveis para Trump.

“Através de uma luta tão prolongada e árdua, agora estamos finalmente a poucos passos da fase final de conclusão da força nuclear”, disse Ri na reunião anual de líderes mundiais. “Não passa de desespero considerar que a República Popular Democrática da Coreia - nome oficial do país - fique abalada ou mude sua posição devido às sanções mais severas das forças hostis.”

Trump anunciou novas sanções dos EUA na quinta-feira, que têm como alvo empresas e instituições que financiam e facilitam o comércio com a Coreia do Norte. No início deste mês, o Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade a sua nona rodada de sanções contra Pyongyang para combater os programas nuclear e de mísseis balísticos.

Ri que disse que o objetivo final de Pyongyang era estabelecer um “equilíbrio de poder com os EUA” e retrucou que o próprio Trump estava em uma “missão suicida” depois dos comentários do presidente americano sobre Kim.

O voo dos bombardeiros foi o mais ao norte da zona desmilitarizada que separa a Coreia do Norte e a Coreia do Sul que um avião americano realizou no século 21, segundo o Pentágono. “Esta missão é uma demonstração de força dos EUA e uma mensagem clara de que o presidente tem muitas opções militares para derrotar qualquer ameaça”, disse a porta-voz do Pentágono, Dana White.

O episódio ocorreu logo depois de membros de governo e especialistas esclarecerem que um pequeno terremoto perto da base de testes nucleares da Coreia do Norte era um fenômeno natural, apaziguando os temores de que Pyongyang teria explodido outra bomba nuclear apenas algumas semanas depois da última. / REUTERS

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