Coréia do Norte diz que sairá de lista do 'eixo do mal'

Governo confirma que EUA concordaram em excluir Pyongyang dos países que apoiam o terrorismo

Agências internacionais,

05 de outubro de 2007 | 08h47

A Coréia do Norte afirmou nesta sexta-feira, 5, que os EUA concordaram em retirá-la da lista de países patrocinadores do terrorismo e levantar outras sanções depois que Pyongyang desativar seu programa nuclear.  Segundo informações divulgadas pela Agência Central de Notícias do governo norte-coreano, "os EUA decidiram tomar tais medidas políticas como retirar o país da lista de patrocinadores do terrorismo" durante as conversações internacionais sobre armas.  Pyongyang também afirmou que Washington deixará de tratar a nação comunista sob o "Trading with the Enemy Act", uma lei que restringe o comércio com países hostis aos EUA, "como recompensa pelo fechamento de suas unidades atômicas até o final de 2007".  Coréia do Norte aceitou desativar definitivamente sua única usina nuclear de Yongbyon até 31 de dezembro deste ano. O compromisso faz parte de um acordo fechado nesta quarta-feira em Pequim entre negociadores da China, dos EUA, do Japão, da Rússia e das Coréias do Norte e do Sul. Desmantelamento nuclear O acordo veio depois de um recesso de dois dias nas negociações, que foram iniciadas na quinta-feira passada. O vice-chanceler chinês, Wu Dawei, confirmou o desmantelamento de todas as três instalações nucleares da Coréia do Norte. "O reator de Yongbyon, a unidade de processamento e a de fabricação de barras de combustível estarão desativadas até 31 de dezembro de 2007", disse Wu, que anunciou também que os EUA financiarão a etapa inicial do acordo.  Nos EUA, o presidente dos EUA, George W. Bush, comemorou muito o acordo. Em discurso para empresários na Pensilvânia, Bush disse que o caso norte-coreano serve de exemplo para o Irã. "Se conseguimos negociar com a Coréia do Norte, podemos fazer o mesmo com o Irã", disse o presidente.  Uma das partes do acordo mais elogiada por Bush foi a promessa dos norte-coreanos de não transferir tecnologia nuclear para outras nações. A Casa Branca anunciou que, em troca do fechamento da usina de Yongbyon, os EUA financiariam melhorias na infra-estrutura do país, investindo em usinas hidrelétricas e um locais para armazenamento de combustível. Pelo acordo, a Coréia do Norte receberia ainda cerca de 950 mil toneladas de petróleo.  A crise nuclear norte-coreana começou em 2002, quando Pyongyang admitiu ter desenvolvido em segredo um programa nuclear, violando um acordo assinado com os EUA, em 1994. Em 2006, a situação agravou-se quando o regime comunista realizou seu primeiro teste nuclear.

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