Coréia do Norte diz que só pacto de não-agressão evitará a guerra

A Coréia do Norte afirmou hoje que a única forma de evitar uma guerra na península coreana é a assinatura de uma pacto de não-agressão com os Estados Unidos. Entretanto, Washington tem descartado conversações com Pyongyang, a menos que o país comunista abandone suas ambições nucleares. A Coréia do Norte anunciou na semana passada que irá reativar instalações nucleares que produzem plutônio, usado em armas, alegando que os EUA haviam renegado um acordo que oferecia ao país fontes de energia. "Agora, a situação na península coreana está à beira da guerra", escreveu o jornal oficial norte-coreano, Rondong Sinmun. "A única forma de se evitar uma catastrófica guerra... é com a conclusão de um tratado de não-agressão entre a Coréia do Norte e os EUA, o mais rápido possível", afirmou o jornal. O presidente sul-coreano, Kim Dae-jung, cuja política de engajamento com a Coréia do Norte está sob pressão devido à questão nuclear, apelou por uma solução pacífica, através do diálogo. "Nos opomos à posse, por parte da Coréia do Norte, de armas nucleares, mas a questão não deveria ser resolvida com uma guerra nem pelo fortalecimento de um sistema de Guerra Fria", disse Kim, num almoço com comandantes militares. As declarações de hoje da Coréia do Norte vêm em meio a uma campanha diplomática, liderada por Washington, para pressionar o país comunista a abandonar o programa de armas nucleares usando urânio enriquecido. Também hoje, Pyongyang acusou os EUA de estarem bloqueando ajuda em alimentos, depois de seu anúncio que iria reativar usinas nucleares paralisadas por um acordo de 1994 com Washington. Os EUA haviam anunciado no começo do mês que sua futura ajuda em alimentos para a Coréia do Norte seria vinculada à disposição do país de abrir mais seu território para trabalhadores internacionais monitorarem a distribuição. Autoridades americanas insistiram que a nova condição não estava relacionada com a questão nuclear. Com sua economia abalada, a Coréia do Norte depende de ajuda externa, desde 1995, para alimentar seus 22 milhões de habitantes. Os EUA doam alimentos através do Programa de Alimentação Mundial da ONU.

Agencia Estado,

16 Dezembro 2002 | 13h38

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