Alejandro Bolívar/Efe
Alejandro Bolívar/Efe

Coreia do Norte diz que transporte de armas interceptadas em navio é legal

Governo cubano afirmou que armamento seria reparado em Pyongyang e devolvido à ilha

O Estado de S. Paulo,

17 de julho de 2013 | 17h43

PYONGYANG - A Coreia do Norte afirmou nesta quarta-feira, 17, que o transporte das armas cubanas interceptadas em seu navio cargueiro no Canal do Panamá é uma transação legal e pediu a imediata liberação da tripulação e da embarcação. "Esse carregamento não é mais do que armas velhas que serão enviadas de volta a Cuba assim que forem reparadas, segundo um contrato legal", disse o Ministério de Relações Exteriores, citado pela Agência Central de Notícias da Coreia.

Segundo o ministério, as autoridades panamenhas "atacaram" o capitão do navio Chong Chon Gang depois de inspecionar a carga em busca de drogas, que não foram encontradas. "Agora justificam a ação violenta apontando para outro tipo de carga a bordo da embarcação", ressaltou.

Cuba afirmou que o armamento, composto por dois complexos coheteriles antiaéreos Volga e Pechora, nove foguetes em partes e peças, dois aviões Mig-21 Bis e 15 motores deste tipo de avião, é de sua propriedade

Cuba afirmou que o armamento consiste em "dois complexos coheteriles antiaéreos Volga e Pechora, nove foguetes em partes e peças, dois aviões Mig-21 Bis e 15 motores deste tipo de avião, todos com datas de fabricação em meados do século passado, para ser reparado e devolvido a nosso país."

O Panamá chamou de "contrabando" o transporte das armas. "A carga é ilegal porque não está declarada. O que está escondido, ainda que seja obsoleto, é contrabando", disse o ministro de Segurança, José Raúl Mulino.

Para Mulino, a postura de Cuba foi "pouco transparente". Havana teria pedido ao Panamá que "liberassem" o navio cargueiro norte-coreano, sem revelar a existência do armamento.

ONU. A Coreia do Sul pediu que o Conselho de Segurança da ONU intervenha "com rapidez" caso haja confirmação de que o navio transportava mísseis para a Coreia do Norte. Aa autoridades sul-coreanas "esperam que os procedimentos necessários no comitê de sanções do Conselho de Segurança sejam aplicados com rapidez", disse o Ministério das Relações Exteriores, em comunicado.

As resoluções do Conselho de Segurança, que condenam os recentes testes nucleares e de mísseis norte-coreanos, proíbem expressamente o país se envolver em atividades relacionadas com o comércio de armas.

Seul evitou fazer mais declarações sobre os fatos e se limitou a indicar que a investigação continua sendo realizada no Panamá.

Os Estados Unidos foram procurados pelo Panamá e disseram que vão ajudar a inspecionar o navio. A porta-voz do Departamento de Estado Marie Harf acrescentou que o país vai entrar em contato com Havana "o quanto antes" para conversar sobre o ocorrido./ EFE e AP

 

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