Susan Walsh / AP
Susan Walsh / AP

Coreia do Norte e EUA se reunirão no dia 5 para tratar a questão nuclear

Encontro quebra meses de impasse desde a fracassada cúpula realizada em fevereiro

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2019 | 06h19
Atualizado 01 de outubro de 2019 | 16h02

SEUL - A Coreia do Norte e os Estados Unidos concordaram em se reunir para discutir a questão nuclear no dia 5 de outubro, informou a agência de notícias estatal norte-coreana KCNA nesta terça-feira, 1.º. O encontro quebra meses de impasse desde a fracassada cúpula realizada em fevereiro.

As conversas com o objetivo de acabar com os programas nucleares e de mísseis de Pyongyang estão paralisadas desde o encontro realizado no Vietnã entre o presidente americano, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que terminou sem um acordo concreto.

Os dois países concordaram em ter um contato preliminar no dia 4 de outubro, seguido por negociações de trabalho sobre a questão nuclear no dia seguinte, de acordo com a KCNA, citando um comunicado emitido pela vice-ministra das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son Hui.

"As delegações da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) estão prontas para negociar com os EUA", disse Choe na nota, usando o nome oficial do país asiático. "A minha expectativa é que os trabalhos acelerem o desenvolvimento positivo das relações entre a RPDC e os EUA."

Apesar de Pyongyang expressar sua vontade de conversar com os americanos, as mensagens divulgadas pela imprensa estatal norte-coreana pedem que Washington mostre mais flexibilidade. O chefe das negociações nucleares da Coreia do Norte, Kim Myong Gil, afirmou em um comunicado em setembro que os EUA deveriam apresentar o "método de cálculo correto nas próximas conversas".

O secretário de Estado americano, Mike Pompeo, disse no mesmo mês que seu país estava pronto para se encontrar com os colegas norte-coreanos e que isso era importante, mesmo com o ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, alertando que a Coreia do Norte não tem intenção de desistir de suas armas nucleares. / REUTERS e AFP

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