Coreia do Norte enviará delegação ao funeral de Kim Dae-jung

Kim Dae-jung recebeu o Prêmio Nobel da Paz, em 2000, por tentar a reconciliação da península coreana

19 de agosto de 2009 | 02h17

 A Coreia do Norte enviará uma delegação ao funeral do ex-presidente sul-coreano Kim Dae-jung, que morreu na terça-feira e ganhou o Prêmio Nobel da Paz de 2000 por sua política de aproximação com o regime norte-coreano durante sua Presidência

 

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Segundo a agência de notícias local Yonhap informou nesta quarta-feira, 19, o ditador norte-coreano, Kim Jong-il, enviou suas condolências à família de Kim Dae-jung, com quem se reuniu em 2000 em uma histórica cúpula em Pyongyang. "Lamentamos sua morte, mas seu trabalho para alcançar a reconciliação nacional e a reunificação permanecerá", disse o ditador, citado pela agência de notícias norte-coreana KCNA. A Coreia do Norte ainda informou, em carta, que enviará cinco representantes ao funeral de Kim, mas o governo sul-coreano ainda não recebeu um comunicado oficial.

 

Kim Dae-jung (esq.) se encontrou com o norte-coreano Kim Jong-il em 2000. Foto: AP

 

Kim foi o símbolo da luta pela democracia na Coreia do Sul e representava o sonho da reunificação com a Coreia do Norte. Filho de camponeses, católico, foi preso várias vezes pelos militares sul-coreanos e chegou a viver exilado no Japão e nos EUA. De volta à Coreia do Sul, nos anos 90, fundou um novo partido político e se tornou presidente, em 1997.

 

Em 2000, Kim visitou Pyongyang e se encontrou com o líder norte-coreano, Kim Jong-il, na primeira reunião de cúpula entre as duas Coreias. O encontro levou a um relaxamento sem precedentes nas tensões entre os dois países. A política de aproximação foi batizada de "Sunshine Policy". Graças a ela, as duas Coreias construíram rodovias, ferrovias e um parque industrial em conjunto. Kim deixou o cargo em 2003, frustrado com o fracasso de sua política externa.

 

O ex-presidente morreu de ataque cardíaco. Os funcionários do hospital onde ele estava internado, desde o dia 13 de julho, com pneumonia, não tentaram reanimá-lo. "Preferimos deixá-lo ir em paz", disse o chefe do hospital, Park Chang-il.

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