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Coreia do Norte estuda romper diálogo com os EUA, admite vice-chanceler

Palavras de representante do governo significam a primeira insinuação do regime para uma possível ruptura do diálogo após a última cúpula

EFE, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2019 | 03h08

 A vice-ministra das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son-Hui, disse nesta sexta-feira que seu país estuda suspender o diálogo sobre desnuclearização com os Estados Unidos após o fracasso da cúpula de Hanói, de acordo com informações da "Yonhap", que cita a agência russa "Tass". 

"Não temos a intenção de ceder às exigências dos EUA (colocadas em Hanói) de nenhuma maneira, nem estamos dispostos a entrar em negociações desse tipo", disse Choe, em um evento realizado em Pyongyang.

A informação acrescenta que o líder norte-coreano, Kim Jong-un, fará em breve uma declaração oficial para anunciar os próximos passos de seu regime após a recente cúpula realizada em Hanói, capital do Vietnã, com o presidente americano, Donald Trump, que foi encerrada sem acordo sobre o processo para desnuclearização da península coreana.

As palavras de Choe significam a primeira insinuação do regime para uma possível ruptura do diálogo após a última cúpula.

Além disso, o fato de as imagens de satélite da semana passada terem capturado atividades nas instalações de mísseis do regime norte-coreano, indicando que poderia estar se preparando para um teste de armas - algo que não ocorre desde novembro de 2017 - ou que estaria tentando para pressionar os EUA para retomar o diálogo.

A própria Choe e o chanceler norte-coreano, Ri Yong-ho, deram uma entrevista coletiva em Hanói, contradizendo ao próprio Trump sobre as exigências colocadas por Washington na mesa de negociação. 

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