Coreia do Norte executou ministro da Defesa por traição, segundo sul-coreanos

Hyon Yong-Chol foi morto por um pelotão de fuzilamento diante de centenas de pessoas

O Estado de S. Paulo, O Estado de S. Paulo

12 de maio de 2015 | 22h44

 SEUL - A Coreia do Norte executou seu ministro da Defesa sob as acusações de traição, informou o Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul a deputados. Esta seria o mais recente expurgo de funcionários de alto escalão desde que Kim Jong-un assumiu o poder após a morte de seu pai em 2011.

Hyon Yong Chol, que comandava as Forças Armadas do isolado país, foi morto por um pelotão de fuzilamento diante de centenas de pessoas, informaram as agências sul-coreanas, citando o serviço de inteligência. Hyon, que em abril discursou em uma conferência de segurança em Moscou, foi acusado de ter desrespeitado Kim por ter cochilado no evento militar, disse a agência.

Segundo o serviço de inteligência sul-coreano, no mês passado Kim também ordenou a execução de 15 oficiais como punição por terem desafiado sua autoridade. "A política interna da Coreia do Norte está muito volátil ultimamente", disse Michael Madden, especialista em Coreia do Norte. "Internamente, parece não haver muito respeito por Kim entre a liderança da Coreia do Norte", disse Madden. "Não está claro se há realmente alguma ameaça à liderança de Kim ou à estabilidade do país, mas se isso continuar acontecendo até o próximo ano, então devemos seriamente pensar em um plano de contingência para a Península Coreana", acrescentou.

Em dezembro de 2013, Kim ordenou a execução de seu tio Jang Song-thaek, considerado o número 2 do regime comunista e mentor do jovem sobrinho. O governo disse que Jang e um grupo de oficiais ligados a ele foram executados por corrupção e crimes que teriam afetado a economia. No início do mês, um funcionário norte-coreano que desertou disse que Kim mandou envenenar a própria tia, Kim Kyong Hui, após ela se rebelar contra a execução do marido.

De acordo com o desertor, o tio teria entrado em atrito com Kim, após o ditador resolver construir uma estação de esqui e um parque aquático no empobrecido país. As tensões teriam começado depois de Jang dizer ao sobrinho que a prioridade do país era a reforma econômica. / Reuters

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