Coreia do Norte faz disparos pelo 3º dia consecutivo

A Coreia do Norte continuava a disparar armas de curto alcance sobre suas próprias águas territoriais nesta segunda-feira, após um final de semana no qual realizou "testes de lançamento de foguetes", com o objetivo de dissuadir os inimigos. Autoridades sul-coreanas investigam o que exatamente Pyongyang testou.

Agência Estado

20 de maio de 2013 | 12h12

A Coreia do Norte costuma realizar testes com mísseis de curto alcance com regularidade. Analistas dizem que os últimos lançamentos parecem ter sido parte de um teste ou de uma tentativa de atrair a atenção dos Estados Unidos e da Coreia do Sul em meio a sinais de um possível diálogo diplomático após a intensificação das tensões depois das sanções aplicada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que tiveram como alvo um teste nuclear norte-coreano realizado em fevereiro.

Os dois projéteis disparados pela Coreia do Norte nesta segunda-feira tiveram trajetórias similares, segundo funcionários do Ministério de Defesa e do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, em Seul. Autoridades analisavam se os projéteis eram mísseis ou foguetes.

O porta-voz do Ministério da Defesa, Kim Min-seok, disse aos jornalistas na manhã desta segunda-feira que a Coreia do Sul tem levado a sério o desenvolvimento de armas da Coreia do Norte porque o país pode atacar o vizinho do sul.

A Coreia do Sul pede que a Coreia do Norte aja com responsabilidade. Os Estados Unidos afirmaram que ameaças e provocações vão resultar num isolamento internacional ainda maior da Coreia do Norte.

O norte-coreano Comitê para a Reunificação da Coreia declarou nesta segunda-feira que as críticas da Coreia do Sul e dos Estados Unidos são uma "provocação intolerável" que está aprofundando a tensão. O comitê concluiu que os "testes de lançamento de mísseis" no sábado e domingo são parte dos exercícios para dissuadir os inimigos de lançarem ataques nucleares contra a Coreia do Norte, mas não comentou os disparos desta segunda-feira.

A Coreia do Norte possui uma grande variedade de mísseis, mas Seul e Washington não acreditam que o país tenha a tecnologia necessária para produzir uma ogiva nuclear pequena e leve o suficiente para ser colocada num míssil capaz de chegar aos Estados Unidos.

A península coreana permanece oficialmente em estado de guerra porque a Guerra da Coreia, que foi de 1950 a 1953, foi encerrada com um armistício e não com um tratado de paz. As informações são da Associated Press.

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