Coréia do Norte faz mistério sobre teste de míssil

A Coréia do Norte não confirma, mas também não nega, a intenção de fazer um lançamento de teste de um míssil de longo alcance, informa uma diplomata neozelandesa que visitou Pyongyang neste sábado. Um alto representante do governo americano se disse confiante na capacidade de seu país de interceptar um ataque de míssil vindo do território norte-coreano.A embaixadora na Nova Zelândia para as duas Coréias, Jane Coombs, disse ter transmitido ao governo norte-coreano a "grave preocupação" de seu país, mas que não recebeu nenhum sinal sobre os planos do regime de Pyongyang. "Eles não confirmam que tal teste seja iminente... e não gema que tal teste seja iminente", disse Coombs, depois de chegar à capital da China, Pequim.Coombs, que esteve em Pyongyang para apresentar suas credenciais para o posto, reuniu-se com a segunda maior autoridade da Coréia do Norte, Kim Yong Nam, e com o vice-chanceler, Kim Yong Il. Atividade recente na Coréia do Norte parece sugerir que o país está em condições de lançar um míssil de longo alcance, dizem autoridades dos EUA e de outros países da Ásia. Relatórios de espionagem dizem que tanques de combustível foram avistados nas proximidades de uma base de lançamento na costa nordeste da Coréia do Norte, mas segundo as autoridades é difícil saber, pelas fotos de satélite, que houve o abastecimento de foguetes.Em Washington, o chefe da defesa antimíssil do Pentágono disse ter pouca dúvida de que os foguetes interceptadores de mísseis dos EUA poderiam atingir e destruir um míssil norte-coreano de longo alcance, se o presidente Bush der a ordem de abater um míssil em trajetória para os Estados Unidos.O general Henry A. Obering III, diretor da Agência de Defesa Antimíssil, recusou-se a dizer se o sistema está em alerta para uma possível missão interceptadora.

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